(Julho/2005)
A evolução ocorreu sob todos os aspectos, da tecnologia ao design, da modernização do parque industrial ao desenvolvimento do novos materiais e aplicações.
O ano era 1990, início da abertura do mercado brasileiro, e a indústria de embalagem dava seus primeiros passos na busca de tecnologia, modernidade, ino vação, qualidade, competitividade, tudo a que ainda não tivera acesso até então e que se tornava urgente com a pressão da globalização. Naquele ano, o mercado brasileiro movimentou o equivalente a 3,581 milhões de toneladas de todos os tipos de materiais de embalagem, avaliado em US$ 6,103 bilhões, de acordo com dados da Datamark .(www.datamark.com.br). que reúne um histórico de 25 anos de dados mercado lógicos. Quinze anos depois, o país deverá consumir em torno de 6,5 milhões de toneladas de embalagens, representando em valores mais de US$ 11 bilhões. A inflação que bateu nos 1.477% em 1990 era o principal problema que então assombrava o país. Nesse meio tempo, o Plano Real veio mudar essa curva e em 1995, a taxa da inflação caía para 15% e em 2004 foi a 11 %. A importação brasileira, que foi de US$ 14,6 bilhões em 1988, quando o mercado era ainda fechado, em 1990 já ultrapassava os US$ 20 bilhões. Em 2004, alcançou US$ 62 bilhões. A importação de máquinas e equipamentos teve um grande impulso, sinalizando os investimentos na modernização do parque industrial, vital para uma indústria que buscava elevar a competitividade diante da concorrência internacional. As exportações brasileiras, que em 1990, representaram tímidos US$ 31,4 bilhões, tiveram um salto surpreendente a partir de 2002, registrando US$ 94 bilhões no ano passado, inclusive com o crescimento das exportações de embalagens, que em 2004 cresceu cerca de 12%, de acordo com dados da Abre - Associação Brasileira de Embalagem. (www.abre.org.br) Mais do que os números absolutos, a década de 1990 e estes primeiros cinco anos do milênio representaram para o setor de embalagem um grande avanço sob todos os aspectos.
Mudança de patamar
Alguns materiais de embalagem e categorias de bens de consumo tiveram uma evolução radi cal em 15 anos. A expansão do mercado de embalagens PET foi bastante emblemática no período, quando passou de um consumo de 5 mil toneladas em 1990 para algo em torno de 420 mil toneladas em 2005. O mesmo aconteceu com as latas de alumínio que passaram de 20 mil toneladas em 1990 para 202 mil toneladas em 2005. Entre os termoplásticos, além do PET, o consumo de polipropileno para embalagem aumentou nestes 15 anos quase 200%; o PEAD, 252%; o PEBD, 77%. Apenas o PVC teve queda de 23%. Nos demais materiais, destaque para o crescimento de 254% nos flexíveis; e de 138% para as caixas de papelão ondulado. O setor de caixas de cartão registrou alta de 76%, enquanto folha de flandres teve expansão de 24,6% e vidro, de 13,2%.
Produtos em alta
A evolução do mercado de embalagem foi em boa parte impulsionado pelo aumento de demanda de várias categorias de produtos no período, gerados por um aumento de renda da população e queda da inflação, principalmente logo após o Plano Real. Mas outros fatores também foram primordiais, como a maior exigência do consumidor por qualidade, diversidade, conveniência e designo O mercado de água mineral passou de 798 milhões de litros para 5.544 milhões de litros em 2004. Para os alimentos congelados, o volume evoluiu de 46 mil toneladas para 287 mil toneladas. As aves, biscoitos, iogurtes, símbolos do Plano Real, cresceram respectivamente 254%, 137% e 173%. Outras categorias registram uma presença bem mais recente como água de coco que surge nas pesquisas da Datamark a partir de 1991, chá pronto para beber em 1994, sucos à base de soja em 2001, barra de cereais, etc. Certos produtos quase sumiram das prateleiras, como leite pasteurizado, fósforos, entre alguns exemplos. Enfim, houve uma grande movimentação nestes 15 anos, marcada pela compra e venda de marcas e empresas, a concentração das marcas em alguns poucos conglomerados, uma busca crescente por ganhos de produtividade e redução de custo, que construíram o perfil arual do mercado de embalagem e podem sinalizar algumas tendências para o futuro.
 
 
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