(Novembro/2004)
|
| AUMENTO
DA BASE DE CONSUMO Consumo de embalage em papelcartão cresce em 2003
e 2004, favorecendo entre outros fatores pela maior percepção de valor |
Para
o consumidor, sem dúvida, a qualidade de impressão está
entre os pontos fortes da embalagem de papelcartão, pois ela
traz o apelo de uma imagem bem produzida, apetitosa, muito bem explorada
nas embalagens de alimentos prontos congelados, por exemplo. O fato
de poder ser empilhada, além do fator logístico, permite
que se formem grandes painéis, um ponto a mais para atrair
o olhar do consumidor no ponto de venda. Exemplo recente: a embalagem
do detergente em póSurf. Mais uma: a possibilidade de utilizar
a embalagem como veículo de campanhas, promoções
e espaço para a divulgação da arte, algo que
tem sido muito bem aproveitado pela marca Omo, da Unilever, criando
um dinamismo muito grande para os seus produtos. A marca de lenços
de papel da Melhoramentos, Softy's, estampou as pinturas de Ovídio
Villela, artista plástico carioca. São exemplos que
demonstram que as empresas estão buscando na criatividade maneiras
de manteremse competitivas diante da pressão por preços
baixos. Com a evolução dos sistemas de impressão
ofISet, que permitem a troca muito rápida de trabalhos, esse
recurso vviabilizou-se ainda mais.
O mercado de embalagem em 2003 movimentou 392,7 mil toneladas de papelcartão,
de um total consumido de 533 mil toneladas, indicam os dados da Datamark(www.datamark.com.br).
Apesar da queda de 4,6% no consumo interno de papelcartão em
2003 sobre 2002, o consumo para embalagem aumentou 1 % e as perspectivas
para 2004 são de crescimento de 2% sobre 2003. A maior parcela
é representada pela fabricação de cartuchos para
uma variedade ampla de produtos, somando 303,5 mil toneladas de papelcartão
e 16,5 bilhões de unidades.
Entre as categorias que mais consomem embalagem de papelcartão
posicionaram-se, em ordem decrescente, em 2003, os mercados de detergente
em pó, com 61,9 mil toneladas; seguido por calçados
e vestuário, 59,7 mil toneladas; farmacêuticos, 24,5
mil toneladas; brinquedos; alimentos congelados; cereais; higiene
bucal; biscoitos; mistura para bolos; fumo. Destacam-se ainda os mercados
de produtos para escrever, higiene pessoal, temperos e condimentos,
panetones, entre outros.
A cartela para blisters é outra das formas de uso do papelcartão,
que em 2003, consumiu 16,9 mil toneladas, ou 1,248 bilhão de
unidades. Neste formato de embalagem, destacam-se pelo uso como embalagens
de balas e confeitos, aparelhos de barbear, produtos de escritório,
etc.
O papelcartão também é utilizado acoplado ao
microondulado, elevando a resistência das caixas, sendo utilizado
com esta estrutura principalmente para o acondicionamento de produtos
como calçados, eletrodomésticos, chocolates e auro-peças,
movimentando o equivalente a 29,3 mil toneladas. A indústria
de bebidas absorveu através das multipacks para bebidas carbonatadas
e tônicas cerca de 32,7 mil toneladas.
segmento de detergente em pó destaca-se pelo alto volume de
papelcartão consumido. Do total acondicionado em 2003, o cartucho
representou 99,1%, contra 0,9% do saco ou invólucro de PEBD.
Hoje, este é um mercado bastante competitivo, em que os fabricantes
buscam trazer inovações constantes aos consumidores,
seja em formulações diferenciadas, que facilite o dia
a dia das consumidoras, e em embalagens que agregam novos valores,
como a veiculação de campanhas de cunho social, e na
divulgação da arte, por exemplo.
A indústria brasileira de calçados produziu aproximadamente
665 milhões de pares em 2003, dos quais 189 milhões
foram dedicados à exportação, números
que elevaram o Brasil à terceira posição entre
os maiores produtores de calçados do mundo, em 2002. Tal desempenho
tem movimentado um importante mercado para a caixa de papelcartão,
que embala cerca de 73% do total de calçados produzidos.
A indústria farmacêutica movimentou, em 2003, mais de
2,57 bilhões de unidades em cartuchos, e 19,6 milhões
de unidades de cartelas. Seu papel na indústria farmacêutica,
como embalagem secundária, excede o simples acondicionamento;
ganham importância a proteção da embalagem primária
e a segurança de seu conteúdo, além de ser veículo
da bula do medicamento.
Praticamente 100% acondicionada em caixas de papelcartão, a
produção nacional de brinquedos foi estimada em R$ 1.010
milhões em 2003, com 205 milhões de unidades. Os alimentos
congelados representam, senão tanto pelo volume, mas pelos
índices de crescimento que apresentam nos últimos anos,
um mercado de grande atenção pelo setor de papelcartão.
São produtos majoritariamente ou totalmente acondicionados
em embalagens de papelcartão, que vem aperfeiçoando
as barreiras contra a umidade e baixa temperatura. |
|