(Fevereiro/2004)
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| SABOROSO
MERCADO Alimentos com sabor de comida caseira e fáceis de preparar
têm impulsionado o crescimento do mercado de congelados, que
é acompanhado de perto pela indústria de embalagem no
desenvolvimento de novos conceitos |
O
ritmo de vida intenso nas grandes metrópoles obriga os consumidores
a realizar refeições cada vez mais rápidas e
fáceis de preparar. A massificação do consumo
de alimentos congelados, pela facilidade de preparação,
é uma conseqüência da nova forma de viver. O número
crescente de mulheres que trabalham fora e, consequentemente, a falta
de tempo para a cozinha, aliado à praticidade, conveniência
e rapidez na preparação das refeições
impulsionam a expansão deste setor que é acompanhado
de perto pela indústria de embalagem. Para se ter uma idéia
do potencial deste negócio no Brasil basta conferir a demanda
de embalagens, que só no ano de 2002 foi de 185.888 mil toneladas,
sendo que o segmento de hambúrgueres congelados respondeu por
94.397 do consumo total, segundo dados do Datamark. A previsão
para 2003 é que o consumo de embalagens alcance 194.088 mil
toneladas.
O cartucho de papel-cartão está entre as principais
embalagens usadas no acondicionamento de alimentos congelados, como
pratos prontos, empanados, hambúrgueres e porcionados, pizzas,
sopas, cremes, tortas, sobremesas etc. O emprego amplamente disseminado
se deve à facilidade de exposição do produto
no pontode-venda, e permite ótimos recursos de impressão
e resistência a baixas temperaturas. "O cartão também
é renovável e reciclável, o que ajuda na resistência
a compressão. No entanto, apresenta deficiência no que
tange à dificuldade de diversificação de formatos,
o que pode afetar a produtividade na linha", explicou o consultor
de desenvolvimento de embalagem da Sadia, Álvaro Azanha, durante
a palestra Embalagem para Congelados: Custo ou Valor?, promovida pela
Abre na 5º Semana Abre de Design de Embalagem, em outubro passado.
Os filmes esticáveis ou encolhíveis e os sacos plásticos
de PE (polietileno) e PEBD (polietileno de baixa densidade) com barreira
a vapor d'água são comumente utilizados para embalar
aves inteiras e partes temperadas congeladas. Estes modelos de embalagem
oferecem vantagens como boa resistência a frio, custos relativamente
baixos e podem mostrar o produto. "No entanto, os recursos de
impressão são limitados e proporcionam pouca diferenciação
no ponto-de-venda", lembra Azanha. As bandejas para carnes congeladas
podem ser confeccionadas de EPS revestidas com filme de poliolefínico
e de polipropileno (PP) expandido com tampa de PET IPEBD. "Oferecem
vantagens como facilidade de exposição no ponto-de-venda,
possibilidade de ver o produto e resistência a baixas temperaturas",
completa. |
| Otimizando
os Custos |
| Conseguir
equacionar os custos e o valor do produto é uma tarefa essencial para
sobreviver em um mercado competitivo. Fazem parte deste processo,
a redução do custo das embalagens e a redução no custo do frete. Um
exemplo de sucesso é o que a Sadia realizou com as caixas de papelão
ondulado para o transporte de frango para o mercado externo, que teve
o formato e as dimensões alteradas, o que proporcionou maior eficiência
na acomodação de paleteso "A mudança do sistema de transporte
estivado para paletizado agregou benefícios como a redução
da gramatura das caixas que gerou um consumo mais baixo de papelão
em torno de 5.200 toneladas por ano. Além disso, a empresa
racionalizou o número de itens de 17 para 9 tipos diferentes
de caixas", explica Azanha. Vale citar ainda um outro caso que
é o do cartucho de pizza, da Sadia, que teve as dimensões
alteradas de 285 x 285 x 34 mm para 280 x 280 x 32 mm de altura, criando
um efeito quase imperceptível visualmente, mas que incrementou
em 50% a produtividade da linha. "Isso permitiu ampliar em 12,5%
a capacidade de paletização, saltando de 48 para 54
caixas acomodadas no palete", argumenta. Apesar de tantas conquistas
consolidadas, a indústria de embalagem ainda enfrenta barreiras
para conseguir outras melhorias. A cadeia de distribuição
do produto é ineficiente, com caixas empilhadas desordenadamente
e o armazenamento é feito junto com produtos não-alimentícios
como sabão e refrigerante. "Além disso, o setor
precisa trabalhar para mudar o conceito de que embalagem tem que resistir
mais do que o produto na geladeira e que ela deve custar pouco",
ressalta Azanha. |
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