(Julho/2003)
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| FLEXÍVEIS:
MERCADO AQUECIDO Hoje os convetedores têm que buscar constantemente
novos conceitos e tecnologia de produção para viabilizar
a criação da embalagem mais adequada para cada produto
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A
introdução de novas resinas e materiais poliméricos
permitiu o aumento de produtividade e a redução das
perdas de embalagem e de produto que, aliada à evolução
dos equipamentos de fechamento e dosagem, vem impulsionando o crescimento
do mercado brasileiro de embalagens flexíveis. É um
negócio com forte potencial de expansão nos segmentos
atendidos por embalagens rígidas como cartuchos, frascos e
latas e agregam vantagens econômicas, bem como menor volume
de descarte de recipiente no meio ambiente. "É um dos
setores que mais têm crescido nos últimos cinco anos.
Neste contexto, a embalagem exerce papel fundamental no incremento
da competitividade, especialmente quando ela é dimensionada
corretamente para evitar o desperdício ao longo da cadeia de
fornecimento", explica o gerente técnico da Empax, Cláudio
Garcia.
O que se vê no momento no setor de embalagens flexíveis
é a ascensão dos stand-up pouches, que, segundo o presidente
da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens
Plásticas Flexíveis (Abief), Sérgio Haberfeld,
ganharão cada vez mais espaço, valendo-se de sistemas
que facilitem sua abertura/fechamento (easy-open).
De olho neste virtuoso negócio, a Empax, em parceria com a
GD do Brasil, fabricante da máquina Volpak, desenvolveu uma
embalagem standup pouch para a indústria de sucos e refrescos
líquidos. "Além de trazer as vantagens da embalagem
flexível, o stand-up pouch já vem com o canudo dentro
o que facilita o consumo do produto", informa Garcia.
Outra novidade que promete aquecer o mercado brasileiro é a
solução de envase a vácuo de embalagens flexíveis
desenvolvida para o acondicionamento de alimentos líquidos,
densos ou com adicionamento de pedaços sólidos. Uma
das valiosas vantagens dessa nova tecnologia é a melhora das
características organolépticas do produto pela redução
do tratamento térmico. Isso é possível graças
ao aumento da penetração do calor na embalagem que ocorre
devido à espessura reduzida e ao tratamento a vácuo,
de acordo com o diretor-presidente da Procomac, Oscar Braune. "A
possibilidade de personalizar as embalagens e o menor travamento de
recipientes - antes do envase e durante o processamento - que facilita
o escoamento do produto são outras melhorias conquistadas com
esse avanço tecnológico", acrescenta.
Apresentada à indústria brasileira de embalagem pela
Procomac, a série Bagfill, da Levati, está disponível
nos modelos linear (L) e rotativo (R), com seis estações
de envase, e capacidade para operar em altas velocidades. As máquinas
envasam qualquer pouch pré-fabricado tipo almofada ou vertical.
Elas oferecem um sistema mecânico que possibilita ao operador
regular o grau de vácuo desejado no interior da embalagem.
Tanto a série L como a R possuem dosadores ou sistemas de pesagem
e executam o ciclo completo de trabalho no interior da campânula
de
vácuo, confeccionando o produto num ambiente completamente
fechado e higiênico. "No começo, o mercado usava
a embalagem tipo envelope para doses individuais de 100g, 200g e 400g,
mas a previsão para os próximos quatro anos é
que o pouch venha substituir as latas de lkg, 3kg e 5 . kg",
revela Braune.
Os mercados que já utilizam a tecnologia de envase a vácuo
e principalmente as indústrias de alimentos, bebidas e concentrados
serão cada vez mais beneficiados com esta inovação.
Mas no futuro, os segmentos de cosmético, químico, farmacêutico
e de óleo lubrificante podem ser considerados potenciais nichos
de negócio para o Bagfill. "O envase a vácuo e
a diminuição de cerca de 40% do tempo de tratamento
térmico permitem que o produto chegue à mesa do consumidor
mais fresco e natural. Além disso, a redução
do efeito de cozimento melhora inclusive a coloração",
argumenta. |
| Investindo
no negócio de flexíveis |
Apostando
no crescimento do segmento de embalagens flexíveis, a Albifam
está investindo na construção de uma nova planta
industrial, que, segundo o diretor da empresa, Emílio Albino,
mudarásensivelmente a sua participação neste
negócio. Os investimentos não param por aí. Com
o objetivo de satisfazer cada vez mais os exigentes clientes que o
mercado revela constantemente, a partir de 2004 a fábrica estará
operando com impressão em seis cores e laminação
própria.
Ele destaca o setor de coextrusão e laminados que não
mede esforços para levar às prateleiras embalagens que
ofereçam apelo visual sofisticado e de conserv.ação
prolongada aos produtos. "Qualidade do filme no que diz respeito
ao brilho, à soldabilidade, resistência mecânica
e impressão de excelente resolução são
os atributos valorizados pelo mercado consumidor quando o assunto
é embalagem flexível". |
| Filmes
para embalagens flexíveis |
Hoje
a indústria brasileira de embalagens flexíveis exige
que os filmes BOPP agreguem características técnicas
cada vez mais específicas para diferentes tipos de aplicação
e versatilidade de substituição de outros materiais
sem alterações expressivas de processo ou ajuste de
equipamentos. Seguindo esse caminho, os novos desenvolvimentos são
focados para a busca por melhor barreira à umidade, ao oxigênio,
redução nas temperaturas de iniciação
de selagem para embalagens de chocolate, balas e biscoito. "Já
temos filmes que selam a 78°C e outros que oferecem ancoragem
apropriada para tintas do segmento off-set", explica o diretor
operacional e comercial da Vitopel do Brasil, Washington Pereyra.
Um bom exemplo da capacidade inovativa do setor,segundo ele, é
o filme "anti FOG" que a empresa tem exportado para o acondicionamento
de vegetais, e um filme similar ao papel que pode apresentar duas
faces foscas ou uma fosca e outra perolada, que vem conquistando o
mercado de etiquetas e rotulagem. "O nosso desafio na produção
de filme BOPP para embalagens, sem dúvida, é a otimização
constante dos custos e a redução das perdas na cadeia
produtiva e de distribuição, além de manter a
competitividade frente aos mercados interno e externo", argumenta.
A aplicação dos filmes BOPP é voltada para a
indústria de embalagens para biscoitos, chocolates, sorvetes,
massas e fitas auto-adesivas. Mas é no segmento de rotulagem,
especialmente de refrigerantes e de águas minerais, que este
produto vem ganhando mercado. "Os equipamentos de rotulagem estão
aceitando bem os filmes desenvolvidos e o negócio de etiquetas
auto-adesivas com BOPP está galgando crescimento significativo",
diz Pereyra.
Segundo ele, de uma forma geral, o filme BOPP vem conquistando espaço
que antes era ocupado por outros materiais no segmento de embalagens.
"Isto demonstra que o crescimento não é apenas
de demanda, pois conseguimos expandir em novos mercados e aplicações.
Estamos atuando fortemente no exigente mercado de exportação,
o que nos motiva a melhoria contínua", acredita.
Para o superintendente de desenvolvimento de mercado e produto da
Pólo Indústria, Erik Ortegal Cesar Cantinho, o setor
de filme BOPP continua dinâmico e crescente pela em toneladas.
melhora do poder aquisitivo da população. "A expansão
do canal de distribuição de varejo para atendimentos
regionais e de bairros tem facilitado a exposição do
consumidor aos novos produtos", argumenta.
A tendência de uso do filme BOPP, segundo ele, aponta para o
aumento das propriedades deste substrato como barreira a gases, maior
brilho, encolhimento, rigidez e a necessidade de oferecer ao mercado
embalagens invioláveis. "Estamos desenvolvendo filmes
de alto encolhimento, opacos metalizados e com rigidez variadas".
E para acompanhar esta evolução técnica e oferecer
filmes com características diferenciadas, a Pólo vai
investir 40 milhões de dólares em um equipamento de
última geração que vai somar 30 mil toneladas/ano,
na unidade localizada em Montenegro, no Rio Grande do Sul. "Faz
parte do projeto também a aquisição de uma metalizadora
com tecnologia plasma", conclui. |
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Consumo
de embalagem flexíveis no setor alimentício
|
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2000
|
2001
|
2002
|
|
Janeiro
|
36.180
|
35.587
|
37.072
|
|
Fevereiro
|
35.338
|
32.548
|
33.878
|
|
Março
|
32.710
|
35.557
|
37.007
|
|
Abril
|
29.939
|
32.855
|
34.207
|
|
Maio
|
30.825
|
36.199
|
37.687
|
|
Junho
|
31.837
|
35.695
|
37.201
|
|
Julho
|
34.281
|
38.937
|
40.520
|
|
Agosto
|
32.740
|
33.626
|
35.038
|
|
Setembro
|
35.727
|
36.886
|
38.449
|
|
Outubro
|
38.701
|
39.584
|
41 .243
|
|
Novembro
|
33.312
|
38.365
|
40.005
|
|
Dezembro
|
35.795
|
34.194
|
35.663
|
|
Total
|
407.385
|
430.033
|
447.970
|
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