(Novembro/2003)
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ATRIBUTOS QUE FAZEM A DIFERENÇA Para atrair a atenção
do consumidor nas gôndolas vale tudo.O setor de rótulos
e etiquetas auto-adesivos investe em novas tecnologias e materiais
para realizar criações sob medida |
Uma
boa embalagem provoca impacto sobre os sentidos do consumidor. Daí
o empenho do setor industrial na criação impecável
da apresentação visual do produto no ponto-de-venda
para promover uma instantânea e completa identificação
pelas pessoas, o que facilita a escolha por uma ou outra marca. Inserido
neste contexto, o rótulo é parte integrante da embalagem
e nesse esforço, a indústria emprega diferentes tipos
de materiais e/ou combinações para agregar valor ao
produto final. Trata-se de um mercado que está em pleno crescimento
no Brasil. Um bom exemplo desse ambiente próspero é
o negócio de rótulos auto-adesivos. Cada vez mais este
sistema de decoração ganha novas aplicações,
como no caso dos potes de margarinas e garrafas de vinhos e cachaças.
Segundo o diretor comercial da Prodesmaq, Carlos Eduardo Jocionis,
essa tendência é mundial. "Na Europa, por exemplo,
as embalagens são decoradas com rótulos auto-adesivos
em sua quase totalidade", enfatiza.
Os sofisticados recursos gráficos e efeitos especiais alcançados
através da combinação de diferentes processos,
cores e substratos são apontados como vantagens e principais
tendências no setor de rótulos auto-adesivos. É
o caso da utilização de mais de um hot stamping ou mais
de uma impressão em serigrafia no mesmo rótulo, e o
emprego de substratos diferenciados (papéis texturizados, filmes
metalizados e holográficos, entre outros). "Essa flexibilidade
proporciona ao designer atingir exatamente aquilo o que tem em mente,
ou seja, alcançar embalagens com alto grau de inovação,
beleza, definição e requinte", explica Jocionis.
"A expectativa é que esse segmento cresça a uma
taxa de 10% a 15% ao ano a exemplo do que vem acontecendo em outros
países do mundo", completa ele.
Para o diretor da Center Fix, Antonio Alves Ramos, o mercado brasileiro
de rótulos auto-adesivos tem um campo bastante amplo para ser
explorado tanto em função da versatilidade de aplicação,
quanto na redução de custos da embalagem. "As tendências
apontam para a migração dos rótulos de papel
para o auto-adesivo. Trata-se de um negócio que poderá
crescer no segmento de bebidas, promocionais e produtos especiais",
acredita Ramos.
Ele explica que o sucesso de um novo desenvolvimento depende não
só do planejamento dos processos de fabricação
do rótulo, como também conhecimento da linha industrial
e processos do cliente, estratégia fundamental para conceber
o produto final que atenda às expectativas. "Feito isso,
o próximo passo é a definição do material
adesivo adequado e a apresentação de amostras, tanto
sobre a arte quanto para a rotulagem manual ou automática",
explica Ramos. |
| Rotuladoras:
sistemas automáticos de alta performance |
O
aumento da eficácia dos processos produtivos e o lançamento
de novos substratos e componentes para rótulos auto-adesivos
são os aspectos que irão contribuir para o aperfeiçoamento
da tecnologia de rotulagem. A indústria brasileira de máquinas
rotuladoras começou a trilhar rumo à expansão
dos negócios após a liberação das importações.
As empresas nacionais do setor de rotulagem tiveram acesso a novas
tecnologias, o que permitiu
a utilização no País de componentes que eram
exclusivos dos produtos importados. Como as importações
eram favoráveis, os processos de importados acabaram satisfazendo
às necessidades do mercado. Porém, após a desvalorização
da moeda, os custos dos equipamentos tornaram-se impraticáveis,
pois o mercado nacional passava por um período de adequação
financeira. "Em função desta adequação,
os fabricantes nacionais passaram a oferecer equipamentos com custo
reduzido, mas sem as características dos equipamentos importados",
explica o diretor comercial da Novelprint, Roberto Gasparini.
O emprego de motores de passo nos acionamentos e de controles microprocessados
representa as principais inovações conquistadas no mercado
nacional de máquinas rotuladoras que necessitava de equipamentos
mais confiáveis, precisos e velozes para atender à evolução
dos sistemas produtivos utilizados atualmente. "Estes avanços
proporcionaram uma condição mais eficiente no processo
de rotulagem, minimizando os custos indiretos envolvidos no processo
fabril", acredita. As novas tendências no mercado de máquinas
rotuladoras sinalizam para o desenvolvimento de sistemas de rotulagem
automáticos de alta performance, proporcionada pela utilização
de um acionamento com motor de passo e de um controle microprocessado.
Esses dois componentes, juntos, oferecem velocidades de aplicação
mais elevadas e, conseqüentemente, um aumento na produtividade
da linha. "Permitem também maior precisão na aplicação
e redução nos custos com manutenção, uma
vez que o acionamento é controlado por pulsos eletrõnicos,
diferentemente dos sistemas mecânicos convencionais, que requerem
ajustes e substituições freqüentes", acrescenta
Gasparini.
Um exemplo destes novos tempos é o novo sistema de rotulagem
NovelTech. A tecnologia promove todo o controle da operação,
além de disponibilizar informações sobre o processo.
Entre outros diferenciais desse equipamento estão a capacidade
de aplicação até 200 mm de largura, a precisão
de +/- 1mm, a velocidade de aplicação até 60
metros/ min., o controle de produtos rotulados e o aviso sonoro para
indicar o final da bobina de rótulos. "O equipamento também
pode ser utilizado com encoder ou com interface com a linha de produção,
o que garante a parada da linha caso ocorra o término da bobina
ou a quebra do liner", destaca.
Sobre as expectativas para o futuro das máquinas rotuladoras,
Gasperini acredita que a facilidade de trocas de serviços,
a velocidade e a limpeza na linha de produção, o custo
dos equipamentos e a diminuição de perdas no sistema
de rotulagem autoadesiva serão fundamentais para a troca de
sistemas de rotulagem. "Por estes motivos, devemos ter um crescimento
significativo de vendas", conclui Gasparini. |
| Etiquetas
auto-adesivas de código de barras |
O
negócio de etiqueta de código de ambientes, que vãc
barras promoveu um importante avanço na cadeia de abastecimento.
Este sistema permitiu à indústria identificar cada produto
e embalagem com um código próprio, evitando manuseios
e repetição desnecessários de controles e digitações,
além dos possíveis erros nesses processos. Tornou possível
controlar desde os lotes de produção até os estoques.
Na avaliação do gerente de marketing da RR Etiquetas,
Cacio de Lima Machado Filho, o setor de etiquetas auto-adesivas de
código de barras deverá manter o crescimento nos próximos
10 anos. Na sua opinião, a automação industrial
ainda encontra-se em seu ciclo inicial e há muito ainda para
ser feito, pois somente 10% das indústrias têm seus processos
automatizados. "Nesse período, certamente, outras tecnologias
irão aparecer como é o caso das etiquetas inteligentes,
sobre as quais muito se tem falado e estudado, mas, no entanto, ainda
têm esbarrado nos problemas de custo", conclui.
Há bons motivos para acreditar no potencial do mercado de etiquetas
auto-adesivas de código de barras. Dados importantes sobre
o consumo anual por habitante comprovam esse cenário positivo.
Nos Estados Unidos, são 15 m2/ habitante; na Europa, 9 m2;
aqui no Brasil, o consumo está chegando agora a 1,5 m2 / habitante.
Machado Filho salienta que o Brasil ainda está longe dos norte-americanos
e europeus, pois os segmentos que mais têm utilizado os auto
adesivos são o alimentício, químico, farmacêutico
e cosmético. "Temos sentido que há outros setores
em ascendente evolução, como das frutas, legumes e verduras,
e, principalmente de logística, que envolvem milhões
de etiquetas", acredita.
Segundo ele, como a automação, tanto comercial como
industrial, ainda está em fase de desenvolvimento no Brasil,
pode-se dizer que praticamente todos os segmentos têm muito
campo para crescimento. "O varejo, sobretudo os supermercados
de médio e pequeno portes, apresenta forte potencial de crescimento;
do mesmo modo, ainda há as lojas de departamento, de materiais
de construção. Já na indústria e no serviço,
esse quadro positivo se apresenta nos segmentos de logística,
de alimentos, de aviação, de siderurgia e em hospitais",
revela.
À medida que a automação industrial vai se desenvolvendo
no Brasil, novos ambientes de uso das etiquetas auto-adesivas de códigos
de barras são conhecidos e surgem as exigências por materiais
diferentes.
Para ele, tem sido solicitado à empresa o desenvolvimento de
produtos para ambientes úmidos, secos, altas e baixas temperaturas,
ambientes hostis, agressivos, refrigerados etc. Além disso,
ressalta, é necessário prever que as etiquetas serão
utilizadas em caixas, paletes, contêineres, couro, vidro, papelão,
roupas, entre outros. "Elas precisam conservar as mesmas propriedades
de adesividade em cada uma dessas circunstâncias. Temos que
considerar também que o grau de exigência do mercado
vem crescendo em relação à qualidade de impressão
e de leitura, gerando uma evolução constante na tecnologia
de materiais", diz.
Boa parte dos desenvolvimentos nesta área é resultado
de solicitações de clientes, que ora necessitam de um
frontal especial, ora necessitam de um adesivo sliferenciado para
um determinado tipo de aplicação. E o caso da linha
de adesivos Super 100, que pode ser aplicada em produtos expostos
em gôndolas frias, em superfícies úmidas e resfriadas,
com posterior congelamento, em caixas e embalagens de papelão,
em frascarias plásticas, em embalagens de alimentos e em bombonas
de produtos químicos. "Esse adesivo é produzido
em base acrílica e é isento de substâncias tóxicas,
o que permite ser empregado em contato direto com alimentos",
acrescenta ele. |
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