(Setembro/2004)
PELE GROSSA Apesar de tudo, as embalagens plásticas conseguiram crescer em 2003
Apesar de 2003 pulsar na lembrança como o segundo período de PIB negativo (-0,2%) amargado pelo Brasil desde adécada de 90, as embalagens plásticas reconfirmaram sua blindagem contra crises. Mesmo sob a queda no poder aquisitivo que permeou o ano passado, seu consumo foi em frente - pouco, mas foi, atesta "BRAZIL PACK 04", pesquisa anual da consultoria Datamark única no gênero no país.Com foco estrito em envoltórios e recipientes com marca impressa, o estudo conclui que um volume total de 1,205 milhão de toneladas constituiu em 2003 o mercado interno de embalagens plásticas, universo que engloba os polietilenos, . polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC), polietileno tereftalato (PET), poliestireno (PS) e policarbonato (PC). No .confronto, o mesmo índice em 2002 pairou em 1,181 milhão de toneladas e em 1999, o saldo era de 1,037 milhão. O que prova evolução sofrível no quinqüênio em .questão. Para 2004,a Datamark aposta no estilo devagar e sempre, à margem do eufórico oba-oba do governo, projetando com cautela consumo de embalagens plásticas de 1,249 milhão de toneladas no período em curso.A Datamark joga no mesmo saco os indicadores relativos a polietileno de baixa densidade (PEBO) e o tipo linear.(PEBOL). No caso, o mercado rastreado foi arredondado em 264.000 toneladas em 2003 versus 257.000 em 2002 e 235.000 em 1999. Na divisão do bolo no último período, a pesquisaalinhou o segmento de coextrusão(não filmes) com 61,5 toneladas; extrusão(não filmes)com 1.543;extrusão de filmes,228.406; injeção;11.035; laminação, 71;sopro, 22.467 e termoformagem com 82 toneladas. O comparativo com balanço de cinco anos antes revela queda drástica em coextrusão(não filmes),que somava 1.253 toneladas em 1999, e boa subida na raia de injeção,situada então e 8.516 toneladas.Sensores oficiais do setor plástico captam crescimentos zero para o mercado interno de polietileno da alta densidade(PEAD) nos últimos cinco anos, efeito das mordidas desferidas por PP na injeção e PEBDL em filmes. "BrazilPack 04" endossa esta percepção ao constar declínio do uso da resina nas embalagens com marca 2003 fechou com saldo de 225.000 toneladas versus 230.000 em 2002.Cinco anos antes, em 1998, a Pesquisa registrava 204.000 toneladas.Pelo acompanhamento em 2003, o reduto de coextrusão (não filmes) deteve 1.185 toneladas; extrusão(filmes),2.018; injeção, 30.197; laminação, 4,7; raschel, 10.645; sopro 176.945 e termoformagem fechou com 4.276 toneladas. É este último nicho, aliás , que estabelece maior contraste com o quadro que a Datamark aferiu em 1999 - apenas 956 toneladas.Umcartão de visita de PP é a intensidade com que seu consumo cresce, bombeado por preços e versatibilidade. Não é uma força extensiva à sua presença em embalagens impressas, evidencia a Datamark.Em 2003, constata a pesquisa, esse mercado atingiu 264.000 toneladas, apenas 7.000 a mais que em 2002.Em 1999, a projeção foi de 222.000 toneladas.Na varredura do consumo em 2003,coextrusão (não filmes) arrebatou 1.872 tonelada; extrusão(filmes),23.083; extrusão(ráfia), 128.019; injeção , 61.307; laminação, 4; sopro, 14.581 e termoformagem, 35.238 toneladas.Cinco anos antes, a pesquisa constava um mercado de sopro 4.000 toneladas maior e, em contrapartida, injeção e termoformagem eram, respectivamente, segmentos 4.000 e 3.000 tonela das menores do que ,hoje. Detalhe: o filme biorientado de PP (BOPP) é inserido no estudo no capítulo das embalagens flexíveis (coextrusadas e colaminadas) e seu consumo, nessa categoria, foi fixado em 42.000 toneladas em 2003 contra 40.351 um ano antes e 37.777 em 1999.O universo de embalagens abraçado pela Datamark nunca foi o forte de PS, admitem seus produtores. O levantamento desse reduto crava 30.000 toneladas do polímero em 2003 contra 1.000 a mais em 2002 e pouca distância da marca de 30.000 toneladas de 1999. Na divisão do bolo do ano passado, a consultoria atribui à ala de injeção 802 toneladas; para sopro, 5.928 e, por fim, 23.477 toneladas para a termoformagem. O panorama destoa pouco do presenciado cinco anos antes, exceção feita ao declínio da ordem de 2.000 toneladas no compartimento das embalagens termoformadas em 1999.PVC ficou reduzido a uma aparição melancólica em embalagens, deixa patente opente-fino da Datamark Tal como em2002, o consumo do vinil no segmento não passou de apáticas 30.000 toneladas ou 2.000 a menos que o volume levantado em 1999. O bolo do consumo em embalagens impressas no último período foi repartido entre a extrusão (filmes), com 5.184 toneladas, injeção, com 130; sopro, com 16.406 e termoformagem com 7.797 toneladas. Entre as referências do declínio, o mesmo quadro em 1999 exibia um reduto de sopro 9.000 toneladas maior e, na termoformagem, o consumo de PVC era cerca de 3.000 toneladas mais alentado.Um dos principais causa dores da descida de ladeira de PVC, PET grau garrafa brilhou pela continuidade de sua escalada nos terminais da Datamark feito igualado apenas por um polímero, PP no balanço dos últimos cinco anos. Em 2003, o mercado do poliéster soprado bateu em 390.000 toneladas versus 373.000 em 2002 e o saldo do ano passado foi praticamente 80.000 toneladas mais robusto que o de 1999. Além da disseminação de potes por mercados como adoçantes, mel e maionese, o cenário de PET no ano passado mostra campos ausentes no balanço de cinco anos antes, entre eles bombonas de agroquímicos (172 toneladas em 2003). A ofensiva de PET em garrafões, aliada ao ataque bem mais maciço de PP nesse segmento de água mineral, explica a estagnação de PC em embalagens com marca . impressa no Brasil. O consumo dessa resina soprada restringiu-se a 3.000 toneladas no ano passado contra 2.000 em 2002 e 1999, no cômputo de "Brazil Pack'04. Edson Simielli, diretor comercial da subsidiária loca GE Plastics,barômetro global . da resina, nota qlje, seja' onde fôr, PC permanece o material por excelência para garrafão de água, mesmo nos demais mercados emergentes. Apenas no Brasil, pondera, devido ao fator custo e à sombra de uma distribuição e regulamentação que clamam por aprimoramento, PP, que tem seu menor mercado mundial em sopro, desponta na dianteira desse segmento - 4.462 toneladas sopradas em 2003, conclui a Datamark.
 
 
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