(Outubro/2004)
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| MERCADO
AQUECIDO |
| A
indústria de embalagens trafega, neste segundo semestre, entre o entusiasmo
contido e uma mal disfarçada cautela, depois de atravessar um de seus
piores momentos no ano passado, quando a produção e a expedição encolheram,
respectivamente, 6,6% e de 3,2% na comparação com 2002, retomando
aos níveis de 2000. O cenário mudou para melhor este ano. A produção
parou de cair e as vendas voltaram a crescer, mas o setor prefere
ainda não dar a largada a projetos mais ambiciosos, reservando os
investimentos mais polpudos para o próximo ano, na esperança de que,
em 2005, a economia sustente a recuperação iniciada agora. ''Acho
que vamos ver as coisas acontecendo em 2005", reforça Graham Wallis,
sócio-gerente da Datamark, empresa de consultoria especializada no
setor de embalagens, que carrega na bagagem 22 anos de experiência
nesta área. Por enquanto, diz Wallis, surgiram alguns investimentos
nos segmentos de embalagens PEl'" e laminados, alguma coisa na área
de bebidas e muito Pouco nos setores-devidro,aço, e papelão ondulado.
"Em algum momento, dada a retomada em curso, essas empresas terão
que investir. Até porque, já começaram a planejar esses investimentos",
arremata o consultor. A Datamark projeta para este ano um incremento
de 5,6% pawa o mercado de embalagens, o que significaria elevar-o'volume
total expedido ao longo do ano pat'a 6,4 milhões de toneladas, incluindo
todos os tipos de materiais, frente a 6,09 milhões de toneladas em
2003"Um avanço fortemente influenciado pela estimativa de crescimento
de 13% nas expedições de papelão ondulado - produto que representa
um terço do mercado de embalagem. Os materiais flexíveis (filmes puros
de polietileno e propileno) e plásticos vêm a seguir, com taxas estimadas
em 4,1% e 3,6% respectivamente. |
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