quarta-feira, 04 de dezembro, 2013

Declínio histórico vai marcar PCs neste ano

As vendas de computadores pessoais vão apresentar a "retração anual mais profunda na história" em 2013, de mais de 10%, afetadas pela adesão de mais consumidores aos tablets e smartphones, segundo relatório da International Data Corporation (IDC), geralmente acompanhado de perto pelo setor.
As vendas mundiais de computadores, em unidades, poderão continuar em queda em 2014, embora em ritmo menor, de 3,8%, para pouco mais de 300 milhões de unidades, patamar que foi visto pela última vez em 2008.
A nova previsão de queda para este ano é ainda pior do que o IDC projetava originalmente e do que o declínio de mais de 7% em 2012.
Consumidores vêm abandonando rapidamente os computadores portáteis e de mesa em favor de aparelhos ainda mais portáteis, mesmo nos países emergentes, que até agora vinham sendo o motor de crescimento nas vendas de computadores. As vendas totais de computadores poderão cair um pouco mais nos países emergentes, segundo a IDC.
Jay Chou, analista sênior de pesquisa da IDC, disse que sua a principal preocupação é a de que há poucos motivos para substituir aparelhos mais antigos.
"Embora a pesquisa da IDC mostre que o PC ainda é o aparelho principal de computação - por exemplo, os PCs são usados mais horas por dia do que tablets e telefones -, o uso do PC, ainda assim, cai a cada ano, à medida que mais aparelhos se tornam disponíveis", disse. "E apesar dos esforços do setor, o uso do PC não mudou significativamente além das tarefas de produtividade e consumo para diferenciar os PCs de outros aparelhos. Como resultado, o tempo vida do PC continua a crescer, limitando a evolução do mercado."
O mercado de PCs para pessoas jurídicas está "notavelmente melhor" do que o para consumidores neste ano, porque as empresas são mais lentas na adoção dos tablets e algumas vêm substituindo máquinas com o sistema operacional Windows XP, que se aproxima do fim de seu ciclo de vida.
A IDC prevê pequeno declínio em 2014 e demanda estagnada no longo prazo no mercado para empresas e para pessoas físicas.
Fabricantes de computadores pessoais, como a Hewlett-Packard (HP) e a Dell, tentam mudar de rumo para enfrentar a mudança de comportamento dos consumidores. A HP está quase na metade de um plano de recuperação de cinco anos sob o comando da executiva-chefe Meg Whitman, idealizado para reduzir sua dependência em relação às vendas de computadores, e a Dell fechou o capital.
A Lenovo, empresa chinesa que se tornou a maior fabricante mundial de computadores, entretanto, ainda conseguiu crescer. Com acesso a um imenso mercado doméstico e a fortes vendas para empresas, superou o desempenho do mercado em 12 pontos percentuais, segundo a empresa de pesquisas Gartner.
Loren Loverde, vice-presidente do relatório Worldwide Quarterly PC Tracker, da IDC, disse que as vendas de tablets com Windows e de aparelhos "dois em um" - combinando características de tablet e computador - vão se tornar um "importante segmento de crescimento", representando 10% do mercado combinado de tablets com Windows e computadores em 2016.
Valor Econômico - 04/12/2013
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