terça-feira, 03 de novembro, 2015

Ambev manterá reajuste em linha com inflação

A Ambev vai seguir uma política de reajuste de preços em linha com a inflação no Brasil e nos demais países em que atua, informaram executivos da empresa em teleconferências com analistas.
A fabricante de bebidas registrou alta de 24,6% em receita líquida consolidada no terceiro trimestre frente igual período do ano passado, somando R$ 10,745 bilhões.
O volume de bebidas vendidas ficou em 39,98 milhões de hectolitros (100 litros), ante os 39,89 milhões hectolitros de um ano antes. O volume de cerveja subiu 4,2%, enquanto o de refrigerante caiu 10,2%. De acordo com os analistas da Fator Corretora, Caio Moreira e Juliana Heimbeck, diante de um cenário macroeconômico "desafiador", a companhia foi ajudada pelo clima quente no País entre julho e setembro, o que impulsionou a venda de cervejas.
Dados da Nielsen apontam que a Ambev tem 67,8% do mercado brasileiro de cervejas. Já em refrigerantes, a empresa responde por fatia de 19,6%. "Não estamos satisfeitos com o resultado [em refrigerantes], mas não vemos o terceiro trimestre como tendência para nosso desempenho futuro", afirmou a direção em relatório.
Para minimizar o impacto das vendas internas menores neste ano, a Ambev vem intensificando esforços para gestão de custos. Entre julho e setembro, o custo dos produtos vendidos (CPV) - excluindo depreciação e amortização - por hectolitro no Brasil cresceu 7,6%, abaixo da inflação no período. Por conta disso, a empresa reduziu sua previsão de CPV de um digito alto para um digito médio no ano.
Mesmo assim o vice-presidente financeiro da Ambev, Nelson Jamel, falou que a companhia pode fazer uma reavaliação de suas capacidades caso o governo paulista aplique aumento sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da cerveja. "Já estamos passando por um momento extremamente desafiador, com aumento de uma série de custos. Se isso for aprovado, certamente vai ter impacto nos preços e nos volumes de vendas", disse ele.
O governo de São Paulo discute na Assembleia Legislativa um aumento do imposto de 18% para 25% ainda este ano.
DCI
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