segunda-feira, 06 de abril, 2015

Venda de eletroportáteis deve avançar, mesmo com ano difícil

São Paulo - Apesar da atual desaceleração do consumo brasileiro, que deve impactar as vendas de eletrodomésticos e portáteis, a perspectiva para o setor no médio prazo é bastante positiva. A previsão é que as vendas de eletroportáteis avancem 32,7% em cinco anos.
De acordo com a consultoria Euromonitor, a expectativa é que até 2019 a venda de eletroportáteis supere a marca de 95,7 milhões unidades, enquanto os eletrodomésticos devem avançar 11,5%, chegando a quase 35 milhões de unidades.
"Os eletroportáteis têm uma maior resistência nos períodos de economia mais difícil, porque eles têm um valor menor em relação aos eletrodomésticos e mais canais de distribuição", afirma o diretor do Grupo Eletrolar, Carlos Clur. O grupo, responsável pela Feira Eletrolar, um dos principais eventos do setor, aposta na inovação para movimentar as vendas este ano. "As fabricantes estão trabalhando o dobro e usando a criatividade para garantir um bom desempenho", detalha ele.
A fabricante de eletrodomésticos e eletroportáteis Cadence, com sede em Santa Catarina, espera encerrar 2015 com incremento de 30% no volume de vendas, depois de avançar 40% no ano passado. Mas o cenário econômico pode levar a empresa a revisar a meta para o ano, pondera o diretor comercial da empresa, Dirceu Brugalli. "O semestre está deixando a desejar, com desempenho abaixo da meta, mas esperamos uma melhora no segundo semestre", acredita ele.
Para alavancar as vendas, a catarinense ampliou o portfólio de produtos nos últimos anos.
"Nós percebemos que o ticket médio de compra vem aumentando, com o consumidor buscando sempre um produto com maior valor agregado", conta Dirceu Brugalli.
Potencial
Para este ano, segundo os executivos ouvidos pelo DCI, produtos das linhas de ventilação, panelas elétricas e fritadeiras e equipamentos para cuidados pessoais devem puxar vendas.
Na Cadence, por exemplo, a linha de cuidados pessoais para o público masculino se destaca. "Essa era uma categoria pouco expressiva, mas vem crescendo e já representa 20% das vendas do segmento dominado pelo público feminino", observa ele.
Já a Mallory agora mira nos produtos de maior valor agregado. "O ano passado foi difícil, mas vimos que o faturamento e a rentabilidade aumentaram, o que mostra que é possível ganhar mais sem ampliar o volume", diz o diretor comercial da Mallory, Mauro Vega.
De acordo com ele, o faturamento da empresa deve subir, aproximadamente, 20% este ano, com o volume crescendo um pouco abaixo disso.
A Philips, líder no segmento de liquidificadores, também projeta alta das vendas na casa dos dois dígitos, mesmo com o cenário mais difícil e o impacto da variação cambial. "Tanto a alta do dólar para os produtos importados, quanto a alta da energia e derivados do petróleo para os produtos nacionais, tiveram impactos nos custos", conta a diretora de marketing de personal health da Philips, Alina Asiminei.
Com a desvalorização do real, a unidade de eletrodomésticos do Grupo MCassab tem repassado a alta nos custos para garantir o desempenho. "[O câmbio] impacta não só quem, assim como a nossa empresa, importa o produto final, mas quem compra matéria-prima no exterior", explica o gerente de eletrodomésticos da empresa, Fábio Semedo.
Na Electrolux, o repasse dos custos foi a saída para compensar o efeito negativo do câmbio, destacou a companhia em relatório financeiro do último trimestre de 2014. A fabricante, entretanto, precisou adotar medidas para ajustar a base de custos de produção a uma demanda menor na América Latina.
DCI - 06/04/2015
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