segunda-feira, 24 de outubro, 2016

Nestlé sobe preços no Brasil e vendas são afetadas

“O Brasil passa uma fase de turbulência política e a economia foi um pouco sacrificada”, fala em tom cauteloso Paul Bulcke, presidente mundial da Nestlé. A empresa aumentou preços no Brasil e sentiu o impacto no volume das vendas no terceiro trimestre. Em entrevista ao Valor, seu presidente, Paul Bulcke, mostra-se cauteloso sobre os negócios no país, estimando que a economia foi um pouco "sacrificada" pelas turbulências políticas nos últimos tempos.
O Brasil foi, junto com a China, um dos países mais citados no anúncio dos resultados do terceiro trimestre, feito pela maior fabricante de alimentos do mundo. Entre janeiro em setembro, as vendas globais alcançaram 65,5 bilhões de francos suíços (US$ 66,1 bilhões), numa alta de 3,3% que representa o mais fraco resultado em mais de uma década.
No Brasil, a companhia aumentou os preços de maneira importante em junho para compensar a pressão com a desvalorização do real, e isso teve impacto no curto prazo sobre o volume, disse François-Xavier Roger, CFO (chief financial officer) da Nestlé. Dessa forma, o faturamento cresceu mais do que o volume vendido, levando a companhia a dizer que o modelo de crescimento mudou.
A Nestlé informou ainda que o crescimento no Brasil "está resiliente, embora afetado pelo aumento necessário dos preços, particularmente em produtos lácteos e de confeitaria".
Indagado se considerava que o governo de Michel Temer tomou o rumo correto, Bulcke respondeu: "Não sei. Ainda há muitas tensões, elas não acabaram".
Acrescentou que "há inflação, um pouco de recessão. É uma pena, porque todo mundo sabe que o Brasil agora tem que pagar um preço, e é o que está acontecendo".
O executivo acompanha o debate sobre como o governo quer tornar o País de novo competitivo "e economicamente viável", e "esperamos que possamos continuar investindo".
Lembrou que a Nestlé tem muitas fábricas no País, novas tecnologias estão sendo adotadas, e que a unidade industrial da marca de café Dolce Gusto, a última inaugurada no País, talvez necessite de uma nova linha de produção, assim como há possibilidade de mais exportações. "Eu não diria que a economia continua contraindo, e nós não estamos contraindo", acrescentou.
De seu lado, François-Xavier Roger, CFO (chief financial officer), estima que em setembro as vendas voltaram "a uma situação mais ou menos normal no Brasil", mas que "há incertezas, muita volatilidade de mês a mês, de um trimestre para outro".
Para Roger, a Nestlé consegue resistir, mas precisa continuar sendo prudente porque "há muita incerteza econômica, não se pode esquecer que o Brasil passou a sua pior crise dos últimos tempos". Para Bulcke, uma vantagem de Nestlé é o fato de ter as pessoas certas no mercado brasileiro, que entendem bem a situação local.
Uma boa notícia é a solução para a fusão de Nestlé e Garoto. "Enfim parece que chegamos a um resultado", exclamou Bulcke, após 14 anos de impasse "lamentável". Segundo o executivo, a Nestlé venderá algumas marcas. "Ok, é o preço a pagar. Isso nos permite de realmente ir adiante. É um bom sinal para o futuro".
O Brasil foi, junto com a China, um dos países mais citados no anúncio dos resultados do terceiro trimestre, feito pela maior fabricante de alimentos do mundo. Entre janeiro em setembro, as vendas globais alcançaram 65,5 bilhões de francos suíços (US$ 66,1 bilhões), numa alta de 3,3% que representa o mais fraco resultado em mais de uma década.
No Brasil, a companhia aumentou os preços de maneira importante em junho para compensar a pressão com a desvalorização do real, e isso teve impacto no curto prazo sobre o volume, disse François-Xavier Roger, CFO (chief financial officer) da Nestlé. Dessa forma, o faturamento cresceu mais do que o volume vendido, levando a companhia a dizer que o modelo de crescimento mudou.
A Nestlé informou ainda que o crescimento no Brasil "está resiliente, embora afetado pelo aumento necessário dos preços, particularmente em produtos lácteos e de confeitaria".
Indagado se considerava que o governo de Michel Temer tomou o rumo correto, Bulcke respondeu: "Não sei. Ainda há muitas tensões, elas não acabaram".
Acrescentou que "há inflação, um pouco de recessão. É uma pena, porque todo mundo sabe que o Brasil agora tem que pagar um preço, e é o que está acontecendo".
O executivo acompanha o debate sobre como o governo quer tornar o País de novo competitivo "e economicamente viável", e "esperamos que possamos continuar investindo".
Lembrou que a Nestlé tem muitas fábricas no País, novas tecnologias estão sendo adotadas, e que a unidade industrial da marca de café Dolce Gusto, a última inaugurada no País, talvez necessite de uma nova linha de produção, assim como há possibilidade de mais exportações. "Eu não diria que a economia continua contraindo, e nós não estamos contraindo", acrescentou.
De seu lado, François-Xavier Roger, CFO (chief financial officer), estima que em setembro as vendas voltaram "a uma situação mais ou menos normal no Brasil", mas que "há incertezas, muita volatilidade de mês a mês, de um trimestre para outro".
Para Roger, a Nestlé consegue resistir, mas precisa continuar sendo prudente porque "há muita incerteza econômica, não se pode esquecer que o Brasil passou a sua pior crise dos últimos tempos". Para Bulcke, uma vantagem de Nestlé é o fato de ter as pessoas certas no mercado brasileiro, que entendem bem a situação local.
Uma boa notícia é a solução para a fusão de Nestlé e Garoto. "Enfim parece que chegamos a um resultado", exclamou Bulcke, após 14 anos de impasse "lamentável". Segundo o executivo, a Nestlé venderá algumas marcas. "Ok, é o preço a pagar. Isso nos permite de realmente ir adiante. É um bom sinal para o futuro".
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