quinta-feira, 24 de novembro, 2016

Fim de ano promete alta para fruta tradicional

São Paulo - O aumento sazonal na procura por frutas frescas para compor as mesas de festas de final do ano novamente dá forças para os preços do setor. Já a redução no poder aquisitivo das famílias pode ter impactado a demanda por importados que, em consequência, estão mais baratos, salvas as exceções de nozes e castanhas.
Em resumo, o brasileiro terá que apertar os cintos para mais um Natal, seja por preço alto dos nacionais ou baixa oferta dos importados.
Em meados de outubro, o indicador da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) já anunciava a primeira alta mensal, de 2,73%, para o hortifruti, quebrando sequência de seis quedas. "A tendência é de majorações, principalmente a partir de dezembro, época em que o consumo costuma registrar incremento", disse o economista da Ceagesp, Flávio Godas.
Também com base em outubro, ontem, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destacou quedas nos valores de frutas em centrais de abastecimento (ceasas) no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e outras. Agora, algumas frutas tradicionais para o período, como uva niágara, romã, abacaxi e lichia já entraram em trajetória altista em São Paulo. No mês passado, só esta cadeia avançou 4,41% no índice Ceagesp.
Considerada uma das mais natalinas, a lichia tem a oferta concentrada entre novembro e dezembro e 52% é proveniente do último mês do ano. Atualmente, a média mensal de preço está em R$ 16,95 por quilo, contra R$ 11,11 em 2015. No ano passado, São Paulo respondeu, por 82% das 12 mil toneladas de uva niágara comercializadas no ceasa paulistano. Hoje, o valor médio está 19,86%, na variação anual, a R$ 5,49 por quilo.
No caso dos importados, o presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Saraiva Fernandes, afirma que muitas encomendas não foram fechadas e não há mais tempo hábil para compras externas."Soma-se a isso a diminuição da compra de impulso", avalia ele, por conta da situação econômica das famílias. Em contrapartida, a expectativa para o resultado total de importação é alta de 7,1% em valor e 8,7% em volume, impulsionado por quebras de safras no Brasil, principalmente da maçã.
Neste mês, as castanhas e nozes são os únicos importados do entreposto paulistano que estão com elevações respectivas de 4,9% e 55,7%, quando comparados a novembro de 2015. Tâmara, damasco, cereja e ameixa, os mais adquiridos, seguem em baixa.
DCI
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