segunda-feira, 16 de maio, 2016

Coca-Cola prevê investir R$ 3,2 bi

Apesar do cenário recessivo e de uma retração de 6% nas suas vendas no Brasil no primeiro trimestre deste ano, a Coca-Cola Company e suas engarrafadoras investirão R$ 3,2 bilhões no país ao longo de 2017, um incremento de 9,3% em relação à média dos últimos cinco anos.
Diante da diminuição da renda e, consequentemente, do consumo, a companhia adotou no país uma estratégia de privilegiar embalagens retornáveis (que permitem ao consumidor obter desconto a partir da segunda aquisição do produto) e versões menores (e mais acessíveis) de suas bebidas. "Estamos tentando manter preços que façam sentido para o consumidor", disse ao Valor o presidente do Grupo América Latina da The Coca-Cola Company, Brian Smith.
A estratégia da empresa passa por compensar possíveis reduções nas margens de lucro com ganhos de produtividade na operação brasileira - cortes de custo e aumento de eficiência em processos. O esforço inclui melhora de rotas de distribuição e no processo fabril. A multinacional trabalha para ampliar a disponibilidade de seus produtos em embalagens de menos de 250 ml. A meta é ter as chamadas minilatas e miniPETs em 70% dos seus pontos de venda no Brasil até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro. Atualmente, este percentual está em 63%.
"Ainda que num contexto difícil, vamos continuar investindo para estar numa posição favorável quando a economia se recuperar", disse Smith. A Coca-Cola também se valeu, em todo o mundo, a partir de 2014, de ganhos de produtividade para gerar recursos que foram reinvestidos em suas marcas, com destaque para a centenária Coca-Cola e todas as suas variedades. A companhia tenta fazer frente a demandas da sociedade relacionadas à saúde, como a redução de açúcar e o consumo de porções menores de bebidas e alimentos. Assim, lançou no Brasil, neste mês, a Coca-Cola adoçada com stevia (adoçante natural) e 50% menos açúcar em relação à versão tradicional.
Os R$ 3,2 bilhões a serem investidos no próximo ano no país serão direcionados ao desenvolvimento de novas linhas de produtos, à infraestrutura de produção e à cadeia de suprimentos, entre outras finalidades. Para este ano está prevista a aplicação de R$ 2,9 bilhões pela multinacional e suas engarrafadoras, encerrando um ciclo de investimentos de R$ 14 bilhões no período entre 2012 e 2016.
O afastamento da presidente Dilma Rousseff, aprovado na semana passada pelo Senado, não alterou os planos da empresa para o país, disse Smith. Ele destacou que analisa o Brasil - seu quarto maior mercado - dentro de uma perspectiva de longo prazo. "O Brasil passa por um momento muito difícil. Estamos vendo não só uma queda no PIB [Produto Interno Bruto], mas também da renda disponível ao consumidor", disse o executivo.
Fonte: Valor Econômico - 16/05/2016
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