sexta-feira, 06 de outubro, 2017

Dólar tem 5ª queda seguida e volta a R$ 3,13

O dólar fechou em queda pela 5ª sessão consecutiva nesta quarta-feira (4), acompanhando a cena externa diante de avaliações de que o futuro comandante do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode ser alguém menos conservador do que o esperado, segundo a Reuters. A moeda norte-americana recuou 0,47%, vendida a R$ 3,1314, menor patamar desde 22 de setembro (R$ 3,127). Em 5 pregões, o dólar acumula queda de 1,93%. No ano, a baixa é de 3,6%. No exterior, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas, afastando-se da máxima de sete semanas, depois da notícia de que o diretor do Fed Jerome Powell é preferido, em vez do ex-diretor Kevin Warsh, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. Tanto Warsh quanto Powell foram entrevistados na Casa Branca na semana passada. O vice-chairman do banco central dos Estados Unidos, Stanley Fischer, disse nesta quarta que qualquer novo chefe do Federal Reserve precisará ter a "flexibilidade de mente" para mudar o rumo durante períodos graves de crises. Um candidato menos conservador pode não elevar tanto os juros nos Estados Unidos, o que tente a não abalar muito a atratividade de mercados emergentes, que geram rendimentos melhores. Internamente, a bem-sucedida operação de emissão de bônus denominados em dólares pelo Tesouro Nacional na véspera também servia de alívio para o dólar nesta sessão. O governo brasileiro emitiu US$ 3 bilhões com vencimento em 10 anos, o Global 2028, com taxa de 4,675% ao ano. Na operação anterior, em março, o Tesouro emitiu US$ 1 bilhão do Global 2026, com taxa de 5% ao ano. Embora os profissionais avaliem que a tendência é de baixa no médio prazo do dólar, a proximidade do patamar de R$ 3,10 reais pode atrair compradores, destaca a Reuters.
G1 - 05/10/2017
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