terça-feira, 10 de outubro, 2017

Estrangeiro mira mercado de orgânicos no Brasil

É crescente o interesse de estrangeiros por empresas de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil. A mais recente aquisição, na semana passada, foi a da Mãe Terra pela Unilever. Também vem sendo assediada a Korin, produtora de carnes, ovos, café e vegetais orgânicos, com faturamento previsto de R$ 154 milhões este ano. “Recebemos consultas tanto de fundos do exterior quanto de empresas nacionais; uma delas bastante amigável”, conta à coluna Reginaldo Morikawa, o diretor superintendente. Por enquanto, não há interesse de se sentar à mesa. “Se a venda ocorresse teria de ser bem estudada, a fim de manter as características de sustentabilidade ambiental, social e econômica e principalmente a nossa linha filosófica”, diz. A empresa é ligada à Igreja Messiânica.
Devagar e sempre. A Korin diz que prefere crescer de forma sustentável, com recursos próprios e financiamentos. “Sempre dentro da nossa capacidade de pagamento”, diz Morikawa. A empresa deve crescer 15% em 2017. Em dez anos, já avançou 570%.
Além dos orgânicos. Até 2019, a fábrica de ração da Korin em Ipeúna (SP) receberá a maior parte do investimento de R$ 130 milhões que a empresa reservou para o período. “Vamos adaptar as instalações para produzir ração com grãos transgênicos, outra com grãos orgânicos e uma terceira, que será a novidade, com grãos convencionais, cultivados com produtos químicos mas sem transgenia”, diz Morikawa.
Galinha solta. As empresas que investem no bem-estar animal também têm sido assediadas por multinacionais. É o caso da Granja Mantiqueira, que recebe propostas de parcerias para o fornecimento de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, da recém-lançada linha Happy Eggs. O diretor de Operações, Matheus Avelar, diz que a companhia está preparada para aumentar o plantel de “cage free”, atualmente com 600 mil aves.
É crescente o interesse de estrangeiros por empresas de alimentos orgânicos e sustentáveis no Brasil. A mais recente aquisição, na semana passada, foi a da Mãe Terra pela Unilever. Também vem sendo assediada a Korin, produtora de carnes, ovos, café e vegetais orgânicos, com faturamento previsto de R$ 154 milhões este ano. “Recebemos consultas tanto de fundos do exterior quanto de empresas nacionais; uma delas bastante amigável”, conta à coluna Reginaldo Morikawa, o diretor superintendente. Por enquanto, não há interesse de se sentar à mesa. “Se a venda ocorresse teria de ser bem estudada, a fim de manter as características de sustentabilidade ambiental, social e econômica e principalmente a nossa linha filosófica”, diz. A empresa é ligada à Igreja Messiânica.
Devagar e sempre. A Korin diz que prefere crescer de forma sustentável, com recursos próprios e financiamentos. “Sempre dentro da nossa capacidade de pagamento”, diz Morikawa. A empresa deve crescer 15% em 2017. Em dez anos, já avançou 570%.
Além dos orgânicos. Até 2019, a fábrica de ração da Korin em Ipeúna (SP) receberá a maior parte do investimento de R$ 130 milhões que a empresa reservou para o período. “Vamos adaptar as instalações para produzir ração com grãos transgênicos, outra com grãos orgânicos e uma terceira, que será a novidade, com grãos convencionais, cultivados com produtos químicos mas sem transgenia”, diz Morikawa.
Galinha solta. As empresas que investem no bem-estar animal também têm sido assediadas por multinacionais. É o caso da Granja Mantiqueira, que recebe propostas de parcerias para o fornecimento de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, da recém-lançada linha Happy Eggs. O diretor de Operações, Matheus Avelar, diz que a companhia está preparada para aumentar o plantel de “cage free”, atualmente com 600 mil aves.
Leite com selo. Já a Nestlé, que deve lançar uma marca própria de leite orgânico no primeiro semestre de 2019, fechou parceria com mais oito pecuaristas no interior de SP interessados em fornecer a matéria-prima sustentável. Até agora já são 26 fazendas contratadas, com capacidade para 20 mil litros por dia.
Na ativa. A onda de consolidação das distribuidoras de insumos agrícolas do Brasil está longe de acabar. Ao menos três novas operações estão em discussão e podem ser anunciadas até o começo de 2018, dizem fontes. Elas envolvem revendas do Paraná, de Mato Grosso e de Minas Gerais. Entre os interessados estão os fundos brasileiros Aqua Capital e Pátria e o americano Arlon.
A Cooperativa Aurora Alimentos disse não ao governo de Santa Catarina sobre a possibilidade de assumir a planta frigorífica da Seara que será fechada pela JBS em Morro Grande, no sul do Estado, no fim deste mês. Mas o assunto continua no radar. Lideranças do agronegócio catarinense pediram incentivo ao poder público para que outra empresa assuma a unidade.
Em Mato Grosso do Sul, um abatedouro em Porto Murtinho, fechado há dois anos pela Marfrig, também causa desconforto. O governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), pediu à indústria a reabertura. A empresa comenta apenas que analisa oportunidades, em linha com sua estratégia de crescimento.
De olho na crescente tecnificação do setor pecuário, a Case IH adequou dois modelos de tratores para atender ao setor. As máquinas carregam equipamentos mais pesados, como picadoras para produção de ração animal. Para 2018, o segmento trabalha com a perspectiva de aumento de 15% nas vendas para pecuaristas.
Tratores da Case sem adaptações já eram usados na lida pecuária. Agora, com o maquinário próprio para o segmento, o trabalho ficará mais fácil, diz Marco Ripoli, diretor de Marketing de Produto da Case IH. Ele confirma que criadores buscam aumentar a automação e eficiência, a exemplo do que já ocorre na agricultura. A expansão do sistema de integração lavoura-pecuária-floresta ajudará a impulsionar as vendas, projeta Ripoli.
Produtores de soja devem reduzir o uso de sementes de alta tecnologia na safra 2017/2018, diz o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), Marcos da Rosa. Uma das razões são os preços menos remuneradores da oleaginosa ante um ano atrás. Além disso, certas variedades de alto desempenho dobraram de preço, com a demanda na última safra.
Estadão – 09/10/2017
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