sexta-feira, 06 de outubro, 2017

Mercado brasileiro de PET abalado

O mercado de PET brasileiro está passando por turbulências. No dia 12 de setembro, a petroquímica mexicana Alpek informou que parou de fornecer ácido tereftálico (PTA), matéria prima da resina PET, para a unidade brasileira do grupo italiano M&G, localizada em Pernambuco, em razão de falta de pagamento. A unidade do México também deixou de receber o PTA. A falta de pagamento de cerca de US$ 50 milhões ocorreu, pois, o grupo está construindo uma grande unidade produtora de PET em Corpus Christi, no estado norte americano do Texas, e o caixa de diferentes unidades foi direcionado a esse empreendimento. Apesar da única concorrente, Petroquímica Suape, dizer o contrário, a unidade brasileira da M&G afirma que nenhum cliente ficará desabastecido em razão disso. O que deve acontecer é uma alta de preços. Outro importante acontecimento nesse mercado ocorreu no dia 27 de setembro, quando produtores de PET dos Estados Unidos entraram com um pedido de investigação de dumping nas importações da resina oriundas de cinco países, entre eles o Brasil. Estão inclusos também Coreia do Sul, Indonésia, Paquistão e Taiwan. Os produtores dos EUA Dak, M&G, Indorama e Nan Ya afirmam que os preços praticados estão muito abaixo do preço do mercado local e as importações estão aumentando significativamente, prejudicando os players locais. No gráfico a seguir, é possível ver a evolução das exportações brasileiras de resina PET aos Estados Unidos no último ano. Em agosto de 2017, o volume exportado ao país aumentou 74% na comparação com julho. Na comparação com agosto de 2016, observa-se um aumento de 185% no volume. A investigação será iniciada no dia 16 de outubro e um relatório preliminar deve ser publicado em novembro. A decisão definitiva, porém, será publicada entre setembro e dezembro de 2018. Considerando-se a atual política norte americana, as chances de uma tarifa anti dumping ser imposta é grande. A Dak, uma das solicitantes, é controlada da Alpek, que comprou, no final de 2016, ativos da Petroquímica Suape. Essa transação ainda aguarda o parecer final do Cade. O mercado de PET no Brasil está ensaiando uma retomada com a leve melhora que vem sendo observada na economia do país. Esperamos que essa retomada não seja freada com esses acontecimentos recentes e que os players nacionais, com seus problemas financeiros e de gestão, consigam se adaptar.
Maxiquim – 03/10/2017
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