terça-feira, 07 de novembro, 2017

Dólar cai 1,45% e volta ao patamar de R$ 3,25 com correção

Com movimento de correção após bater no patamar de R$ 3,30, o dólar caiu cerca de 1,5% nesta segunda-feira, mas os investidores ainda mantêm a cautela diante de temores sobre o andamento da agenda econômica do governo no Congresso Nacional. O dólar recuou 1,45%, a R$ 3,2590 na venda, maior queda desde 19 de maio (-3,89%). Na ocasião, houve também forte movimento de correção após saltar mais de 8% no dia anterior, quando o mercado reagiu às delações de executivos do grupo J&F contra o presidente Michel Temer. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana marcou R$ 3,2549 e, na máxima, R$ 3,3026. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 1,75% no final da tarde. "A grande expectativa fica por conta das negociações de Temer com a base aliada, para avançar com a agenda econômica", destacou a Correparti Corretora. Temer fará nesta noite reunião com os líderes da base aliada na Câmara dos Deputados, numa tentativa de reorganizar a pauta de votações até o final do ano. O governo planeja apoiar uma pauta de medidas de segurança e outros projetos de interesse dos deputados para apaziguar a base, antes de colocar em votação a reforma da Previdência. O mercado vinha precificando cada vez mais temores de que o governo não conseguirá tirar a reforma da Previdência do papel, tanto pela aproximação do ano eleitoral de 2018 quanto pelo desgaste político no Congresso Nacional após Temer ter negociado com a base para segurar denúncias contra ele. A reforma é considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem. Em três semanas seguidas de valorização, o dólar já subiu 5% frente ao real. No exterior, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e também ante divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. "No radar, ainda permanecerão as especulações sobre a 'coloração' do Fed que emergirá das alterações em sua direção", afirmou a SulAmérica Investimentos em relatório ao citar a escolha de Jerome Powell para substituir a chair do Federal Reserve, Janet Yellen, e após mais uma renúncia na diretoria. Powell é tido como defensor de aumentos graduais dos juros nos Estados Unidos, mas a troca de diretoria no banco central norte-americano pode mudar um pouco essa visão. Mais juros nos Estados Unidos podem atrair ao país recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como o Brasil.
Terra - 06/11/2017
Ver esta noticia em: english espanhol
Outras noticias
DATAMARK LTDA. © Copyright 1998-2018 ®All rights reserved.Av. Brig. Faria Lima,1993 3º andar 01452-001 São Paulo/SP