terça-feira, 14 de novembro, 2017

Setor de embalagens cartonadas aposta na inovação para recuperar crescimento

O setor de embalagens longa-vida busca na inovação restaurar o seu crescimento que foi, nos últimos dois anos de 2 a 3% ao ano. Esse fato deve-se a grande recessão econômica no Brasil, segundo maior consumidor mundial de embalagens longa-vida, atrás apenas da China. Com altos índices de desemprego e a alta da inflação, o consumidor perdeu o seu poder de compra afetando diretamente no consumo de embalagens.
Hoje, as duas gigantes do setor, a sueca TetraPak e a alemã SIG Combibloc, procuram a auxiliar os seus clientes em criar inovações para anteder as necessidades do consumidor que a cada dia está mais exigente. Por exemplo, a TetraPak investiu R$ 40 milhões em sua fábrica de Monte Mor (SP) para criar um centro de inovações, para suprir as dificuldades que pequenas e médias empresas têm em criar novidades. Assim, os seus clientes contam com instalações apropriadas para produzir amostras de produtos. Por outro lado, a concorrente alemã apostou na parceria com a cooperativa gaúcha Languiru para a criação de embalagens rastreáveis. Dessa forma, cada embalagem longa-vida recebe um QR code individual e único. Assim, tanto a Languiru pode acompanhar todo o processo produtivo, desde a captação da matéria prima até a comercialização do leite, como o consumidor tem a qualidade de seu produto comprovado de forma rápida e acessível.
Além disso, as duas empresas apostam na recuperação das vendas com a recuperação da econômica e com o fomento do e-commerce por grandes redes varejistas como o Carrefour. O contexto digital é diferente, pois o consumidor exige informações diretas contendo apenas dados essenciais, assim as embalagens na gôndola deveram se adaptar para essa nova forma de comércio. Atualmente, o e-commerce nesse setor representa apenas 2,4% das vendas, a perspectiva é de aumento para os próximos anos.
O mercado brasileiro de embalagens longa-vida é cerca de 15 bilhões de unidades por ano, 7,5% do volume global. A partir dos anos 90, o leite longa-vida se popularizou fazendo com que o Brasil representasse uma grande parcela do segmento. A TetraPek reinou sozinha por cinco décadas no Brasil, até que em 2012 a concorrente alemã se instalou na cidade de Campo Largo (PR), concluindo esse ano o processo de expansão que custou R$ 220 milhões. Atualmente, a SIG Combibloc alcançou 20% do mercado de embalagens longa-vida no país
Maxiquim – 14/11/2017
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