quarta-feira, 20 de dezembro, 2017

Gigante chinesa avalia compra de áreas de eucalipto no país por até US$ 700 mi

A siderúrgica francesa Vallourec, que produz tubos de aços, colocou à venda fazendas com plantação de eucalipto em Minas Gerais que somam 230 mil hectares. Os ativos florestais são avaliados entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões e atraíram investidores locais e estrangeiros, entre eles a gigante China Forestry Group Corporation (CFGC), apurou o ‘Estado’. A estatal chinesa, que contratou o banco Modal como assessor financeiro, ainda não definiu como vai estruturar a operação, uma vez que o Brasil tem restrição à entrada de investidores estrangeiros desde 2010, após decisão da Advocacia Geral da União (AGU), que proibiu grupos internacionais de adquirir o controle de propriedades agrícolas. O projeto de lei que libera a compra de terras por estrangeiros, desde que em sociedade com empresas brasileiras, está parado na Câmara após as delações dos irmãos Batista (donos da JBS) virem à tona. Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), relator do projeto na Câmara, disse que vai tentar uma nova frente no Senado para aprovar o projeto, que prevê maior flexibilização de investimentos de fora no País. Diante desse impasse, fontes a par das negociações que envolvem a Vallourec afirmaram que o grupo chinês avalia se faz parceria com um grupo brasileiro para comprar as florestas ou se ficará com apenas com a produção de eucaliptos. A Vallourec é assessorada pelo banco Moelis. Outras empresas nacionais, como a Suzano, e investidores canadenses, teriam olhado o negócio, mas não foram adiante, segundo fontes. Procurados, Modal e Moelis não comentaram. A CFGC não retornou os pedidos de entrevista e a Suzano informou que não comenta rumores de mercado. A Vallourec não confirma a negociação. As propriedades agrícolas da Vallourec estão espalhadas por Minas. A francesa utiliza a madeira para a queima para a produção de carvão vegetal nas suas usinas. Mas, com a crise global das siderúrgicas, a partir de 2015, a Vallourec anunciou uma reestruturação internacional de seus negócios. No Brasil, o grupo desligou em 2016 dois de seus três altos-fornos – de Barreiro e Jeceaba, ambas em Minas. O Estado de Minas concentra cerca de 30% das propriedades florestais do País, mas os ativos não têm preços competitivos por conta da logística. No fim de 2016, a Suzano comprou as áreas florestais que somam 70 mil hectares, do grupo Queiroz Galvão no Maranhão e Tocantins. Maior produtor de celulose do mundo, o país tem condições de atrair investimentos superiores a US$ 50 bilhões nos próximos anos, disse o advogado Aldo De Cresci, secretário da Frente Parlamentar da Silvicultura.
Painel Florestal - 18/12/2017
Ver esta noticia em: english espanhol
Outras noticias
DATAMARK LTDA. © Copyright 1998-2018 ®All rights reserved.Av. Brig. Faria Lima,1993 3º andar 01452-001 São Paulo/SP