quinta-feira, 14 de dezembro, 2017

Nippon vislumbra avanço do consumo de aço no Brasil

Com o olhar voltado para o futuro, a Nippon Steel & Sumitomo Metal (NSSMC) – acionista controladora da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) junto com a Ternium Techint – aposta no crescimento do consumo de aço no País nos próximos anos. Porém, os investimentos em infraestrutura e a chegada do capital estrangeiro que dará sustentação a esses aportes só se consolidarão se o Brasil tiver um ambiente político estável e uma Justiça mais célere. A análise foi feita ontem pelo diretor para as Américas da NSSMC, Kazuhiro Egawa. “Para a economia brasileira melhorar, ela precisa de investimentos em infraestrutura”, avaliou. Egawa lembrou ainda que o crescimento do consumo mundial de aço se deu devido ao aumento da demanda chinesa, enquanto outras regiões e continentes, como América do Norte e Europa, mantiveram praticamente o mesmo nível de consumo desde 1974. Para o diretor da NSSMC, a projeção de crescimento do consumo doméstico de aço se apoia em dois fatores. Um deles é o crescimento populacional no Brasil e o outro é que o consumo de aço por habitante no País ainda é muito pequeno. A demanda per capita de aço no Brasil gira em torno de 86 quilos, enquanto na China e no Japão ela passa da marca de 500 quilos. Em termos de consumo global, a China demanda anualmente 681 milhões de toneladas e é o maior consumidor mundial do produto. Os Estados Unidos aparecem depois, mas com um consumo anual bem menor, de 92 milhões de toneladas. O Brasil é o 11º da lista, com demanda de aproximadamente 18 milhões de toneladas ao ano. O potencial ilustrado pelos números e a carência do País em infraestrutura, um dos motivos para onerar a competitividade de empresas instaladas no Brasil, só vão se concretizar, contudo, caso o ambiente seja favorável à atração de investimentos estrangeiros, já que a União, estados e municípios não têm condições financeiras de assumir obras. Por isso, Egawa defende a estabilidade política como fator primordial para atrair o capital externo. O diretor da NSSMC também destacou a importância de as decisões de cunho legal ganharem celeridade. “A lentidão da Justiça é prejudicial aos negócios”, frisou. Em relação ao futuro do aço como produto, Egawa explicou que, no caso da NSSMC, é a partir do contato e da demanda dos próprios clientes que são desenvolvidas novas soluções no centro de pesquisa e desenvolvimento do grupo, localizado no Japão. A companhia foi eleita cinco vezes seguidas Top 100 empresas líderes globais em inovação. Para se ter uma ideia, a NSSMC tem 27 mil patentes em 70 países e é líder mundial do setor siderúrgico nesse quesito. Conforme o diretor da companhia, anualmente são investidos cerca de R$ 2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e soluções. Usiminas – Egawa destacou ainda que a Usiminas, em Ipatinga (Vale do Aço), é a única empresa do grupo classificada como usina integrada. Isso significa que o complexo do Vale Aço tem o processo completo, da extração do minério de ferro até o fornecimento do aço para diferentes processos industriais e cadeias produtivas. Esse é um dos motivos que faz da Usiminas um dos negócios mais importantes para o grupo japonês. Além do Brasil, por meio da Usiminas, onde a NSSMC, juntamente com a Ternium Techint, é sócia majoritária, a siderúrgica japonesa tem negócios na China, no Sudeste Asiático, na Índia, nos Estados Unidos, no México, no Oriente Médio e na África. Os segmentos de atuação dentro da siderurgia são: automotivo, construção, ferroviário, energia, equipamentos industriais, eletrodomésticos e construção naval. Em Minas, além da Usiminas, com plantas fabris em Ipatinga e Cubatão (SP), a companhia possui ainda 15% na Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB), localizada em Jeceaba (Campo das Vertentes), e 30% na Unigal, que é subsidiária da Usiminas.
Infomet - 14/12/2017
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