quarta-feira, 20 de dezembro, 2017

Vendas de aços planos crescem em novembro

As vendas de aços planos pela rede associada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) totalizaram 254,4 mil toneladas em novembro, informou a entidade nesta terça-feira (19). Sobre o mesmo mês do ano passado, houve alta de 2,3% mas, na comparação com outubro, a queda foi de 4,7%. A estimativa do Inda era de que as vendas recuariam 5% em relação ao mês anterior. Já as compras subiram nas duas bases comparativas. O volume total chegou a 276 mil toneladas no mês passado, avanços de 7,7% e 7,2%, respectivamente. O Inda também revelou que as importações somaram 89,4 mil toneladas em novembro, o que significa aumento 2,3% em comparação anual e diminuição de 24,2% em relação ao mês anterior. Com isso, os estoques de aços planos subiram 2,4% frente a outubro, para 907,5 mil toneladas. Essa quantidade representa um giro de 3,6 meses. Previsões Para o último mês do ano, o instituto projeta queda de 12% em relação a novembro, nas vendas e nas compras realizadas pela rede associada. Já no acumulado de 2017 a previsão de queda é da ordem de 2,5%, segundo Carlos Loureiro, presidente do Inda. Alguns associados, contudo, mostram tendência de estabilidade neste mês, o que pode reduzir esse recuo das vendas do ano para 2,3%, disse. Durante o ano, apesar do fôlego obtido com a demanda do setor automotivo, que produziu mais especialmente para a exportação de veículos, houve baixa participação da construção civil e dos investimentos em capital fixo. De acordo com Loureiro, esse quadro impediu uma recuperação da rede distribuidora. Para o ano que vem, o executivo acredita que haverá alta, mas a magnitude dependerá do ambiente econômico no Brasil. Caso a reforma da Previdência de fato seja aprovada, a estimativa é de vendas 5% maiores. Se não passar pelo Congresso, esse avanço seria de 2,5% a 3%. Já o consumo aparente -- vendas internas das usinas e importações --, que terminou novembro em 825,9 mil toneladas, com alta de 8,8% na comparação anual, provavelmente fechará o ano com incremento de 13% a 14%. Em 2018, essa alta será de 5% a 6%, prevê Loureiro.
Infomet - 20/12/2017
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