quarta-feira, 22 de fevereiro, 2017

Brasil pode retomar grau de investimento em tempo menor que a média, diz Mansueto

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou nesta terça-feira, 21, que o Brasil está no caminho certo para recuperar o grau de investimento das agências de classificação de risco e que isso deve acontecer antes do tempo médio dos países que já perderam e recuperaram a nota, de 7 anos, segundo cálculo do Itaú Unibanco. Para o secretário, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve voltar a crescer já no primeiro semestre deste ano. "As agências olham a trajetória da dívida pública e o governo tem tomado as medidas corretas nessa direção, como, por exemplo, a aprovação da PEC do teto e o encaminhamento da reforma da Previdência", afirmou o secretário ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, antes de participar de evento em São Paulo. "Simultaneamente, a inflação converge para a meta de 4,5%, o que ajuda nas previsões de juros para baixo", acrescentou. O secretário ressaltou também que a proporção da dívida pública em relação ao PIB terminou o ano passado abaixo de 70%, a 69,5%, e que a trajetória dela se encontra em situação melhor do que há seis meses. "Se agências perceberem que o nível da dívida deve cair nos próximos anos em vez de subir, é provável que o Brasil recupere o grau de investimento antes da média dos países", disse. Crescimento. Quanto à retomada da atividade econômica este ano, Mansueto reforçou a projeção do governo, de crescimento de 1%, mas ressaltou que, diante das divergências que existem no mercado, a equipe econômica revisará a estimativa "no momento adequado". O secretário disse que, mesmo com o consumo em baixa e a ociosidade da indústria, a retomada será puxada tanto pelo aumento da demanda doméstica quanto pelos investimentos. "Mas será gradual", reforçou, lembrando que, diferentemente de crises anteriores, como em 2009, dessa vez há um excesso de endividamento, que torna a retomada mais lenta. "Embora a retomada seja gradual, ela ocorrerá em bases sustentáveis, em razão das reformas estruturais do governo", acrescentou. Mansueto disse ainda que espera um "amplo ciclo" de investimentos em infraestrutura, em referência ao programa de concessões que o governo prepara. "Isso não aconteceu antes porque o governo anterior queria controlar a taxa de retorno, por exemplo, ou porque o projeto de concessão só era viável se grande parte do financiamento fosse público, o que era inviável. Agora não", explicou. O secretário lembrou que o BNDES limitou em 50% a participação do financiamento público nos projetos e afirmou que as taxas de juros oferecem condições perfeitas para a retomada do investimento.
O Estado de S. Paulo - 21/02/2017
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