quinta-feira, 30 de março, 2017

Abimaq: vendas têm queda de 10% no 1º bimestre

São Paulo - O primeiro bimestre de 2017 foi negativo para os fabricantes de bens de capital mecânicos. É o que indica balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira (29). De acordo com a entidade, o faturamento do setor em janeiro e fevereiro somou R$ 9,11 bilhões, o que representa uma queda de 10,1% em relação a igual período do ano passado. O consumo de equipamentos também ficou em baixa. Conforme a Abimaq, o indicador apresentou retração de 22,4% na mesma base de comparação, o equivalente a R$ 13 bilhões investidos. O presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, atribui a queda dos números à crise que o País vem enfrentando. Segundo ele, apesar de o governo federal realizar um esforço com reformas, a fim de ajustar as contas públicas, a situação econômica está longe de melhorar. "Se houver crescimento este ano, será em cima de uma base muito ruim", comentou. O levantamento da Abimaq mostra que a indústria de máquinas e equipamentos opera com receita líquida 50% menor que no período pré-crise. Entre 2010 e 2013, o faturamento mensal era, em média, de R$ 10 bilhões. Em 2016 e no início de 2017, entretanto, a associação mostra que o setor captou cerca de R$ 5 bilhões por mês. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% neste ano, segundo o Ministério da Fazenda, também não animou as projeções da instituição. "O consumo depende de um cenário de crescimento, e o que está previsto para esse ano, com os nossos 50% de queda, é mais ou menos nada", disse o diretor de competitividade do Abimaq, Mario Bernardini. Para a associação, não haverá alta dos investimentos em 2017. O que pode tornar o cenário mais agradável, segundo o dirigente, seriam mais incentivos ao crescimento. "Estamos torcendo para que algumas medidas sejam antecipadas, como mudança no patamar de câmbio, no spread bancário e o retorno das compras. Enfim, uma série de providências que o governo pode tocar, permitindo um crescimento mais robusto", afirma Bernardini. Exportações em baixa A grande preocupação da Abimaq, neste momento, são as vendas ao exterior. "As notícias não são boas nas exportações, já que há uma tendência de queda há pelo menos dois anos", diz Bernardini. No primeiro bimestre, houve recuo de 3,6% nas vendas ao exterior na comparação com o mesmo período do ano passado. As exportações foram positivas para a América Latina no período, com crescimento de 19,4% nas vendas, puxado pelo Mercosul, que teve aproximadamente 48% de participação nas negociações. Europa, EUA e China apresentaram quedas dos embarques de 16,5%, 9,1% e 84%, respectivamente. A Abimaq colocou o câmbio a R$ 3,10 como fator de desaceleração do setor, dificultando as exportações. Para Bernardini, as máquinas brasileiras não apresentam preço competitivo no exterior. "O câmbio baixo não ajuda a industrialização do País, isso deprime os preços do produto nacional", avalia o diretor de competitividade da Abimaq. O mercado interno, por sua vez, acumulou alta nas vendas de 3,7% no primeiro bimestre, ante igual período de 2016.
DCI - 30/03/2017
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