terça-feira, 21 de março, 2017

Mercado de plásticos prevê volta de aportes e tem melhora na expectativa

São Paulo - A indústria de plástico já começa a dar sinais de uma retomada dos investimentos, dizem fornecedores do setor. A necessidade de modernizar o parque fabril e a volta da demanda por embalagens devem estimular os aportes. "A indústria de plástico nos últimos três anos foi um desastre, mas a partir de novembro começamos a perceber um movimento de mudança no mercado, que se refletiu na demanda por máquinas novas nos meses de janeiro e fevereiro", conta o diretor geral da Wortex Máquinas, Paolo De Filippis. A empresa, que fabrica equipamentos para a indústria de plástico, também fornece peças para manutenção. Para De Filippis, embora a demanda por manutenção continue crescendo, a retração dos investimentos do setor nos últimos leva agora a uma necessidade grande de renovação do parque fabril. "Lançamos uma geração nova de equipamentos, que possa reduzir o custo operacional dessas empresas e esperamos que isso nos ajude a alavancar as vendas", diz ele. A estimativa do executivo é ampliar as vendas em 10% este ano, na comparação com 2015. Isso porque, no ano passado, a companhia teve queda de 50% nas vendas. "O segmento de embalagens é o único destaque [positivo], porque a demanda tem sido cada vez mais por economia por meio de novas embalagens, o que movimenta mudanças no setor", acrescenta. A busca por ganho de competitividade pelas fabricantes que estão destinando a maior parte das vendas para a exportação, deve se confirmar ao longo dos próximos meses, de acordo com o presidente da câmara setorial de plástico da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Gino Paulucci Junior. "A movimentação do mercado de plásticos em embalagem está grande, porque estão sentido a melhora [do mercado]", observa o dirigente. Já o diretor comercial da G4 Máquinas, Waldiney Henrique, destaca que o retorno da oferta de crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode incrementar as vendas. "As vendas caíram porque não tinha crédito disponível. Mas a taxa de juros este ano está melhor e o BNDES voltou a liberar mais recursos para os nossos clientes", cita. No último ano, a G4 vendeu 62 máquinas e, para este ano, a meta é comercializar cerca de 80 equipamentos. Desse total, aproximadamente 70% é financiado pelo BNDES. Matéria-prima A Braskem, principal fornecedora de resinas termoplásticas do País, continua apostando na melhora da demanda por resinas no País este ano, mas sem aumento significativo. "A expectativa de que começa a ter um pouco de retomada apareceu nos números do primeiro trimestre e, mesmo em um cenário de crise, sabemos que alguns clientes investem", conta o vice-presidente da unidade de negócio de poliolefinas, renováveis e Europa da Braskem, Edison Terra. O ganho de competitividade da indústria de plástico passa ainda pelo uso de novos insumos pelo setor químico. "Não temos como resolver o tema da nafta no curto prazo, mas temos que investir em biodiversidade", afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo. Para ele, o Brasil perde competitividade ao não investir em novos insumos para o setor químico. Atualmente, a produção de resinas termoplásticas, principal matéria-prima de produtos de plástico, é feita a partir da nafta. O insumo, por sua vez, tem na Petrobras a principal fornecedora.
DCI - 21/03/2017
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