terça-feira, 14 de março, 2017

Mercado prevê inflação a 4,19% em 2017

Os analistas que respondem à pesquisa Focus, do Banco Central, reduziram a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano de 4,36% para 4,19%. Há um mês, a previsão estava em 4,47%. Já a projeção para o IPCA de 2018 permaneceu em 4,50%, número repetido pela 33ª semana consecutiva. Nesse sentido, as projeções indicam expectativa de que a inflação ainda se afaste mais do centro da meta de 4,50%. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, ao contrário, a mediana das projeções para 2017 subiu de 4,05% para 4,21%. Para 2018, a estimativa do grupo avançou de 4,24% para 4,30%. Já em relação às taxas de juros, o mercado financeiro prevê que o ciclo de afrouxamento realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) será um pouco mais forte. A pesquisa do BC mostra que a mediana das previsões para o patamar do juro básico no fim deste ano caiu de 9,25% para 9,00%. Há um mês, estava em 9,50%. O Relatório Focus indicou também que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 caiu de 9,00% para 8,75%, ante 9,00% de um mês atrás. No último corte da Selic - de 0,75 ponto, no fim de fevereiro -, o Copom deixou a porta aberta para a intensificação dos cortes nos próximos encontros, o que dependerá "da estimativa da extensão do ciclo" e da "evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação". Além disso, a aposta é de que o ciclo será mais longo e encerrará em dezembro. A projeção é de que a redução continue em 0,75 ponto até julho e reduza para 0,5 ponto em setembro, terminando com dois cortes finais de 0,25 ponto até dezembro. PIB As projeções para o crescimento da economia neste ano, porém, pioraram marginalmente. De acordo com a pesquisa Focus, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano recuou de 0,49% para 0,48%, mesma perspectiva prevista há um mês. Para 2018, ao contrário, o mercado elevou a previsão de alta de 2,39% para 2,40%. Quatro semanas atrás, era 2,30%. As projeções para produção industrial subiram de 1,09% para 1,22% em 2017, contra alta de 1% há um mês. Em 2018, porém, a estimativa caiu 2,19% para 2,06%, ante 2,05% de quatro semanas antes. Na relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a projeção subiu de 51,50% para 51,55%. Há um mês, estava em 51,45%. Para 2018, as previsões seguiram em 55,00%. Em relação ao câmbio, por fim, a mediana para o fim de 2017 seguiu em R$ 3,30 pela terceira semana. Há um mês, era R$ 3,36. O câmbio médio de 2017 ficou em R$ 3,18 ante R$ 3,26 de um mês antes. Para 2018, também seguiu em R$ 3,40. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,49. Já o câmbio médio subiu de R$ 3,37 para R$ 3,38. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,44.
DCI - 14/03/2017
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