quarta-feira, 08 de março, 2017

Trader gasta US$ 2,3 bi para comprar 6 mi de toneladas de açúcar em dois anos

Um novo poder no comércio de açúcar está comprando quantidades sem precedentes do adoçante na bolsa de futuros dos Estados Unidos e criando ‘confusão’ em um dos mercados de commodities mais voláteis do mundo. Trata-se da Wilmar International, trader de agronegócio com sede em Singapura, cujos principais acionistas incluem a família do bilionário malaio Robert Kuok e a Archer Daniels Midland Co., companhia de Chicago. Fundada há 26 anos, a Wilmar é uma das maiores produtoras mundiais de óleo de palma, mas é uma recém-chegada no mercado de açúcar. Na última semana, a companhia concordou em comprar US$ 512 milhões em açúcar bruto no vencimento de um contrato de futuros na bolsa. A Wilmar está estocando açúcar, liquidando dezenas de milhares de contratos futuros e coletando mercadorias de portos da América do Sul e de outros lugares. A empresa comprou mais de 6 milhões de toneladas de açúcar desta forma desde 2015 – o suficiente para encher cerca de 3 mil piscinas de tamanho olímpico – a um custo de cerca de US$ 2,3 bilhões. Os efeitos das transações da Wilmar têm sido objeto de debate entre os demais traders desse mercado. Em um certo momento em 2015, quando os preços do açúcar estavam baixos há muitos anos por causa do excedente mundial, a Wilmar comprou tanto que os comerciantes dizem que a empresa, em efeito, deve ter absorvido o superávit global do ano em questão. No rali que se seguiu, os preços do açúcar mais que dobraram. Logo, como os preços atingiram o pico em setembro do ano passado, a Wilmar mudou de rumo e entregou o excesso de açúcar que possuía para outros comerciantes na bolsa. Os preços do açúcar caíram 24% nos meses seguintes.
Nova Cana - 07/03/2017
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