sexta-feira, 17 de março, 2017

Vendas semanais dão suporte e milho consolida 3º pregão seguido de valorização na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho encerraram a sessão desta quinta-feira (16) com ligeiras altas. As principais posições da commodity subiram pelo terceiro dia seguido e encerraram o pregão com ganhos de 2,50 pontos. O vencimento maio/17 era cotado a US$ 3,66 por bushel, enquanto julho/17 operava a US$ 3,73 por bushel. O setembro/17 finalizou o dia a US$ 3,80 por bushel. De acordo com dados do site internacional Agrimoney.com, as cotações foram sustentadas do otimismo observado no mercado macroeconômico. "O comércio de hoje é um reflexo do macro mais firme e o dólar mais fraco que acabou dando suporte", destacou o Kim Rugel, em Benson Quinn Commodities. Além disso, o mercado também encontrou suporte nos números das vendas para exportação, conforme reportou o site Farm Futures. Na semana encerrada no dia 9 de março, as vendas de milho dos EUA somaram 1.473,5 milhão de toneladas, segundo relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado nesta quinta-feira. O volume ficou acima do esperado pelos investidores entre 700 mil toneladas a 1,2 milhão de toneladas. Do total, foram 1.255,4 milhão da safra velha e mais 218,1 mil da nova. O México foi o principal comprador do cereal americano. No acumulado da temporada, as vendas de milho totalizam 45.404,8 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o volume estava em pouco mais de 30 milhões de toneladas. Assim, já há 80,3% do total estimado para ser exportado - 56,52 milhões de toneladas - comprometidos. Ainda no quadro fundamental, a nova safra norte-americana continua no radar dos participantes do mercado e, segundo os analistas, deve ser o foco a partir de agora. Do mesmo modo, o foco também está direcionado à safra da América do Sul, especialmente no Brasil. No caso da Argentina, a Bolsa de Grãos de Buenos Aires manteve a sua projeção para a safra de milho nesta temporada 37 milhões de toneladas. Com 10% da área plantada colhida até o momento, a entidade destacou produtividades acima do esperado. Mercado brasileiro Segundo levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço do milho cedeu nesta quinta-feira nas praças de Goiás. Em Jataí e Rio Verde, a queda foi de 3,85%, com a saca do cereal a R$ 25,00. Em Rio do Sul (SC), o valor registrou a mesma queda, com a saca também a R$ 25,00. Já em Não-me-toque (RS), a desvalorização foi de 2,27%, com a saca a R$ 21,50. Em Panambi, ainda no estado gaúcho, a perda ficou em 2,18%, com a saca a R$ 21,54. Na região de Campinas (SP), o preço cedeu 1,42%, com a saca R$ 34,60. Por outro lado, a cotação subiu 3,03% em Luís Eduardo Magalhães (BA), com a saca a R$ 34,00. Em Sorriso (MT), a valorização foi de 2,70%, com a saca a R$ 19,00. No Porto de Paranaguá, o preço futuro permaneceu estável em R$ 29,50 a saca. Ainda conforme reportam os analistas o mercado segue sem novidades. "O ritmo dos negócios continua lento e com pressão de baixa do lado dos compradores", reportou o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze em seu comentário diário de mercado. Enquanto isso, na BM&F Bovespa os futuros do milho finalizaram o pregão desta quinta-feira (16) com ligeiras movimentações. As primeiras posições da commodity acumularam perdas entre 0,16% e 0,17%. O vencimento maio/17 era cotado a R$ 30,65 a saca. Apenas o novembro/17 apresentou leve alta, de 0,67%, cotado a R$ 30,00. Além de Chicago, as cotações acompanham a movimentação cambial. O dólar encerrou o dia a R$ 3,1155 na venda, com ganho de 0,14%. Segundo a Reuters, o movimento é decorrente "do fluxo comprador após a moeda norte-americana cair abaixo de 3,10 reais mais cedo ainda repercutindo a sinalização da véspera do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, de que não haverá altas adicionas de juros neste ano além das esperadas".
Notícias Agrícolas - 17/03/2017
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