segunda-feira, 17 de abril, 2017

Dólar fecha em alta com tensão geopolítica no radar

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (13), após recuar pela manhã, reagindo à fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o dólar está ficando muito forte e que gostaria que as taxas de juros permanecessem baixas, segundo a Reuters. O dólar virou em meio a preocupações com o cenário geopolítico global. A moeda norte-americana avançou 0,40%, vendida a R$ 3,1465. Na semana, o dólar perde 0,11%. No mês de abril, contudo, avança 0,49%. No acumulado do ano, a moeda tem desvalorização de 3,17%. Tensão militar À tarde, a moeda passou a subir ante o real depois que os EUA lançaram sua maior bomba não-nuclear, conhecida como "a mãe de todas as bombas", no leste do Afeganistão, contra uma série de cavernas usadas por militantes do Estado Islâmico, disseram os militares dos EUA. "Ninguém queria passar o final de semana vendido, já havia preocupações com a Coreia e, depois veio a bomba no Afeganistão", comentou à Reuters um gestor ao acrescentar que muitos investidores deixaram os negócios mais cedo para aproveitar o feriado da Páscoa. No começo da semana, os EUA destinaram um porta-aviões para a península coreana como uma demonstração de força, após novas provocações do regime de Kim Jong-un. Vêm crescendo os temores de que a Coreia do Norte realize mais um teste nuclear ou mais lançamentos de mísseis. Declarações de Trump Os comentários de Trump na véspera romperam com uma prática de longa data das administrações dos Democratas e dos Republicanos de se absterem de comentar sobre a política definida pelo independente Federal Reserve, banco central dos EUA. Também é incomum para um presidente falar sobre o valor do dólar, assunto normalmente deixado para o secretário do Tesouro dos EUA. "Trump pressionou o dólar lá fora para baixo, o que trouxe um viés aqui, com reforço de algum fluxo de ingresso de recursos", disse à Reuters o gerente da mesa de câmbio do banco Ourinvest, Bruno Foresti. Cenário político Internamente, os investidores continuaram cautelosos com a cena política, mas ainda apostando que a recente turbulência não vai atrapalhar votações de importantes questões econômicas no Congresso Nacional, como a reforma da Previdência. O relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de 76 inquéritos contra parlamentares, ministros de Estado e outras autoridades a partir das delações feitas por executivos da Odebrecht. A lista inclui oito ministros de Temer, entre eles Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República). O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão, por ora. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, segundo a Reuters. Na véspera, a moeda norte-americana recuou 0,45%, vendida a R$ 3,1339 na venda.
G1 - 13/04/2017
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