sexta-feira, 12 de maio, 2017

Agência prevê alta de 15% na safra de mandioca

Bauru - Pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq (USP), apontam aumento da disputa entre empresas que processam mandioca causada pela queda de produção além do baixo estoque. Assim, a expectativa para o primeiro semestre de 2017 é de alta nos preços do produto. O grama do amido vem sendo comercializado a R$ 0,80, contra R$ 0,30, cotação do ano passado. Mas, aliado à alta de preço, na região de Assis (SP), produtores têm conseguido elevar a produção utilizando o solo argiloso que, ao contrário da técnica tradicional de usar solo arenoso, responde por cerca de 70% da lavoura de mandioca. Com a escolha do solo argiloso a produtividade cresceu 40%, com expectativa de colheita de 35 a 40 toneladas de mandioca por hectare quando a produtividade média nas lavouras de mandioca é de 26,4 toneladas/hectare. Para o pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Sérgio Doná, os solos argilosos têm uma fertilidade natural melhor e são ambientes mais produtivos, beneficiando as lavouras de mandioca. Segundo a Apta, a safra de mandioca do Médio Paranapanema está estimada em 350 mil toneladas, resultado 15% melhor do que em 2016. Análise retrospectiva sobre o setor, elaborada pelo Cepea, diz porém que "os produtores podem comercializar lavouras de mandioca com menos de dois ciclos, diminuindo a oferta na segunda metade do ano. Mas, ainda há incertezas sobre o avanço da área a ser cultivada, uma vez que agentes de mercado apontam aumento nos custos de produção, principalmente por conta dos valores dos arrendamentos".
DCI - 12/05/2017
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