quinta-feira, 11 de maio, 2017

Dólar cai com exterior e otimismo sobre a Previdência

São Paulo – O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo e com os investidores mais otimistas com o andamento da reforma da Previdência, considerada importante para colocar as contas públicas em ordem. O dólar recuou 0,57 por cento, a 3,1668 reais na venda, depois de marcar a mínima do dia a 3,1517 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,90 por cento no final da tarde. “No resultado de ontem, o mercado entendeu que o governo teve mais força e pode conseguir passar o texto (da reforma da Previdência)”, afirmou o gerente de tesouraria do Banco Confidence, Felipe Pellegrini. Na noite passada, a comissão especial da reforma da Previdência concluiu a votação da proposta, com a recusa de nove dos dez destaques apresentados ao texto, que agora seguirá para apreciação em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados. O governo precisa reunir 308 votos para aprovar o texto, mas sabe que ainda não tem margem segura. O desfecho dessa votação sem grandes mudanças levou o banco Itaú Unibanco a elevar sua projeção de economia com a reforma para 530 bilhões de reais em 10 anos, 30 bilhões de reais a mais do que a previsão anterior. Outro fator que animou os investidores neste pregão foi a expectativa de acordo no Senado para aceleração da reforma trabalhista, lembrou a corretora Lerosa em comentário a clientes. Na véspera, o presidente Michel Temer defendeu que a bancada do PMDB no Senado ajude a acelerar a votação da reforma na Casa. O mercado também foi influenciado pelo exterior, onde o dólar cedia ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano. Os investidores reagiam à demissão do diretor do FBI, James Comey, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com temores de que a implementação da agenda econômica norte-americana possa ser atrasada. Trump prometeu gastar pesadamente em infraestrutura e cortar impostos, alimentando apostas de mais inflação que poderiam forçar o Federal Reserve, banco central do país, a elevar as taxas de juros mais rápido do que o esperado. Ritmo mais lento de inflação reforçaria a atratividade de ativos dos mercados emergentes, que oferecem maiores rendimentos. O avanço dos preços do petróleo também contribuiu para o recuo do dólar, comentaram profissionais. A commodity subiu depois da queda maior do que a esperada nos estoques nos Estados Unidos e com as tentativas da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) de equilibrar o mercado por meio de cortes da produção. O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção no mercado de câmbio para esta sessão. Em junho, vencem 4,435 bilhões de dólares em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.
Exame - 10/05/2017
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