terça-feira, 16 de maio, 2017

Petróleo fecha em alta após países apoiarem cortes

Nova York, 15 – Os contratos futuros de petróleo fecharam no maior nível em duas semanas nesta segunda-feira, 15, impulsionados por uma declaração dos ministros de Energia da Arábia Saudita e da Rússia, que apoiaram uma extensão no acordo de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros grandes produtores. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em alta de 2,11%, a US$ 48,85 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o petróleo tipo Brent para julho avançou 1,93%, a US$ 51,82 por barril. Em uma declaração conjunta, o ministro saudita de Energia, Khalid al-Falih, e o ministro russo de Energia, Alexander Novak, disseram que o pacto de países da Opep e de outros grandes produtores para cortar a produção e derrubar os estoques mundiais de petróleo deveria ser ampliado até o final de março de 2018. Os ministros expressaram o “otimismo que uma gama mais ampla de países verá o benefício da estabilização dos mercados de petróleo e unirá esforços”. Uma decisão deve ser tomada em 25 de maio, durante a reunião da Opep. “Parece, realmente, que haverá uma continuação dos cortes. Os sinais são bastante fortes e claros tanto por parte da Opep quanto por parte da Rússia. Eles realmente estão removendo uma quantidade substancial da incerteza sobre a decisão de maio”, disse Bjarne Schieldrop, analista chefe de commodities da SEB Markets. O movimento dá continuidade à alta vista nos preços do petróleo nas últimas sessões, quando se recuperavam das dúvidas sobre a capacidade da Opep de eliminar um excesso de petróleo do mercado. A confiança dos investidores tem crescido cada vez mais nas últimas semanas em relação a esse assunto. No entanto, alguns continuam céticos de que estender os cortes trará a oferta e a demanda de volta ao equilíbrio. Especialistas também preveem que o excesso global da commodity pode ser eliminado até o final de 2017 caso os cortes sejam estendidos, mas a ação de fornecimento dos principais produtores de petróleo terá um preço que pode assombrar o mercado em 2018. “Estender os cortes até março do ano que vem levaria em conta o fato de que a demanda no primeiro trimestre do ano é mais baixa por motivos sazonais, o que significa que qualquer expansão da produção implicaria o risco de outro excesso de oferta”, afirma o Commerzbank.
Exame - 15/05/2017
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