quinta-feira, 08 de junho, 2017

Dólar tem leve queda de 0,13% com cautela política

São Paulo – O dólar fechou a quarta-feira com leve queda ante o real, com os investidores mantendo a cautela dos últimos dias diante da cena política. Os fatos da vez foram o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que passou pelo seu segundo dia, e aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na noite passada, mas por um placar apertado. O dólar recuou 0,13 por cento, a 3,2721 reais na venda, depois de oscilar entre a mínima de 3,2652 reais e a máxima de 3,2872 reais. O dólar futuro tinha leve queda de cerca de 0,20 por cento no final da tarde. “Ainda que a aprovação (da reforma trabalhista) seja um alento, o placar acirrado, além do cronograma apertado, reitera a percepção de que uma aprovação definitiva não será nada fácil”, informou a corretora Coinvalores em relatório. A CAE aprovou, por 14 votos a 11 e sem alteração, o texto da reforma trabalhista, que ainda deve precisar passar por outras comissões da Casa antes de seguir ao plenário. Imerso em uma intensa crise política, o governo do presidente Temer tem mobilizado seus esforços para fazer avançar sua agenda econômica no Congresso Nacional, que inclui a reforma da Previdência, de forma a sinalizar aos agentes econômicos que ainda tem fôlego político. Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes, entre outros, de corrupção passiva, Temer também enfrenta outro desafio na Justiça: o julgamento de sua chapa com a ex-presidente Dilma, vencedora na eleição de 2014, e que pode culminar com o seu afastamento do cargo. O julgamento começou na noite passada e foi retomado nesta quarta-feira, terminando com o relator do processo, ministro Herman Benjamin, votando para manter o conteúdo de depoimentos de delatores da Odebrecht no caso. Os demais ainda precisam votar. Para a consultoria Eurasia, se Temer sobreviver ao julgamento do TSE, a probabilidade de não concluir seu mandato recua a 30 por cento, frente aos atuais 60 por cento. O mercado financeiro vinha trabalhando com o cenário de queda de Temer, mas com as reformas saindo do papel mesmo assim. Agora, começaram a aparecer algumas avaliações de que o presidente pode concluir o seu mandato, até o fim de 2018, o que poderia reduzir as incertezas políticas. O Banco Central vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais –equivalente à venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou 820 milhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.
Exame - 07/06/2017
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