terça-feira, 06 de junho, 2017

Petróleo fecha em queda logo após tensões no Oriente Médio

São Paulo – Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta segunda-feira, 5, revertendo os ganhos observados mais cedo, na sequência do rompimento das relações entre a Arábia Saudita e três outros países árabes com o Catar, acusado de apoiar o terrorismo. O petróleo WTI para julho negociado em Nova York fechou em queda de US$ 0,26 (-0,54%), a US$ 47,40 o barril. Em Londres, o Brent para agosto fechou em queda de US$ 0,48 (-0,96%), a US$ 49,47 o barril. Arábia Saudita, Egito, Bahrein e Emirados Árabes Unidos romperam com o Catar, acusando o país de se intrometer em seus assuntos internos e apoiar o terrorismo. A princípio, a notícia deu impulso ao petróleo, mas no fim da manhã os ganhos foram invertidos, enquanto os participantes avaliavam o impacto de tais informações no acordo de corte de produção firmado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Na semana passada, o petróleo caiu mais de 4%, no maior recuo semanal desde o maio, após a frustração dos investidores com o resultado da última reunião da Opep, quando o cartel decidiu não aumentar os cortes de produção. Os participantes do mercado observarão se o Catar, membro da Opep, decide se retirar do acordo. No final do ano passado, o cartel concordou em reduzir sua produção em 1,2 milhão de barris por dia para aliviar a oferta e equilibrar os preços. Analistas observam que nem mesmo as tensões entre a Arábia Saudita, vista como líder do grupo, e o Irã os impediram de chegar a um acordo. Enquanto isso, os investidores estão impacientes para ver o efeito dos cortes nos estoques globais de petróleo. “Não ficou claro qual impacto esse racha terá no mercado”, disse o analista de futuros do Citi, Tim Evans. “Assim como as tensões internacionais entre a Arábia Saudita e o Irã, isso pode não trazer mudanças no nível de cooperação sobre a produção”, completou. Os traders do mercado de petróleo são sensíveis a tensões no Oriente Médio, uma vez que se preocupam com a interrupção da produção da matéria-prima, embora o Catar seja um dos menores produtores entre os vizinhos.
Exame - 05/06/2017
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