quarta-feira, 07 de junho, 2017

Petróleo opera em baixa, antes de dado de estoques dos EUA

O petróleo opera em queda nesta quarta-feira, em meio a preocupações sobre o aumento na produção dos Estados Unidos no próximo ano e antes da divulgação do dado de estoques da commodity no país. Às 8h23 (de Brasília), o petróleo WTI para julho recuava 0,71%, a US$ 47,85 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto tinha baixa de 0,86%, a US$ 49,69 o barril, na ICE. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou na quarta-feira esperar que os produtores de xisto do país gerem 9,3 milhões de barris por dia em 2017, uma pequena alta ante as projeções de maio. Além disso, o DoE espera que a produção diária de 2018 atinja 10 milhões de barris por dia, superando o recorde anterior de 9,6 milhões de barris por dia em 1970. A agência também elevou suas projeções para a demanda, portanto os analistas em geral esperam um mercado mais equilibrado no próximo ano, apesar de uma revisão para cima na produção dos EUA. Ainda assim, "o sentimento é muito negativo", de acordo com Richard Mallinson, analista geopolítico da consultoria Energy Aspects. Hoje, há expectativa pela divulgação do relatório oficial de estoques de petróleo dos EUA na última semana, que o DoE divulga às 11h30. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal preveem queda de 3,5 milhões de barris. Mesmo diante de recuos nos estoques dos EUA ao longo dos últimos dois meses, os investidores podem não estar totalmente confiantes de que o mercado do petróleo se reequilibra. Mallinson diz que muitos que apontaram em alta nos contratos foram prejudicados por ondas de vendas anteriores, portanto há pouco apetite para apostas em avanço do petróleo. Ontem, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias), mostrou queda de 4,6 milhões de barris na semana passada, mas um aumento forte de 4,1 milhões de barris nos estoques de gasolina. O avanço da gasolina deixou o cenário um pouco mais nebuloso, disse o Commerzbank em nota. A perspectiva fraca para o petróleo também é afetada pela disputa entre a Arábia Saudita e três outros países do Golfo Pérsico, que nesta semana cortaram laços diplomáticos com o Catar, um membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A Arábia Saudita e outras nações têm acusado o Catar de interferir em seus assuntos internos e apoiar o terrorismo, alegações negadas pelo país. Alguns investidores temem que a disputa no Oriente Médio afete a orientação da Opep, que trabalha para conter a produção e apoiar os preços do petróleo.
Udop - 07/06/2017
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