sexta-feira, 07 de julho, 2017

Cesta básica está mais barata em 23 capitais

O valor da cesta básica na Capital passou de R$ 460,65 em maio de 2017 para R$ 443,66 em junho, ficando 3,69% mais barato, porém mantendo-se como o mais caro do País desde setembro de 2016. Movimento semelhante ocorreu em outras 22 cidades brasileiras. As maiores quedas foram no Rio de Janeiro (-5,02%), Brasília (-4,18%), Vitória (-4,14%) e Belo Horizonte (-4,03%). Houve alta em Fortaleza (0,99%), Macapá (0,43%), São Luís (0,20%) e Rio Branco (0,06%). Com o clima favorável, ocorreu boa oferta de produtos in natura, ajudando a baixar o preço do conjunto de gêneros alimentícios essenciais na maioria das 27 capitais pesquisadas pelo Dieese. "Também as notícias negativas envolvendo a carne nacional prejudicaram as exportações do produto, que teve a oferta inflada no mercado interno", explica a economista da entidade, Daniela Sandi. Com isso, o preço da carne caiu na maioria das cidades. Em Porto Alegre, seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram os preços amenizados: o tomate (-19,49%), a banana (-8,97%), a batata (-2,53%), a farinha de trigo (-2,27%), o arroz (-1,80%) e a carne (-1,07%). Em sentido inverso, seis itens ficaram mais caros: o feijão (1,64%), a manteiga (0,75%), o café (0,53%), o açúcar (0,36%), o óleo de soja (0,30%) e o pão (0,12%). O leite foi o único item a não sofrer alteração de preço em junho (0,00%). "O feijão foi o produto que mais pressionou o valor da cesta básica no mês de junho, a exemplo do que ocorreu durante quase todo o ano passado", destaca Daniela. No ano, a cesta ficou 3,35% mais barata e, em 12 meses, caiu 4,6%. A partir deste recuo dos valores, o trabalhador que recebe salário-mínimo passou a comprometer 51,47% da sua renda para a compra de alimentos. Para suprir as despesas de uma família com gêneros alimentícios, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria necessário que o salário-mínimo fosse de R$ 3.727,19, ou seja 3,98 vezes o vigente (R$ 937,00). "Embora, nos últimos anos, o salário-mínimo tenha obtido uma valorização importante, continua muito aquém das necessidades do trabalhador", observa Daniela, frisando que não dá para negar que o poder de compra da população melhorou bastante."Em 1994, no início do Plano Real, a cesta básica custava mais de um salário-mínimo", compara.
Jornal do Comércio - 06/07/2017
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