quarta-feira, 26 de julho, 2017

Cobre opera em alta, ainda com foco nos sinais da economia da China

Os preços do cobre em Londres operam em alta nesta quarta-feira (26), apoiados por notícias recentes da economia da China. Além disso, havia expectativa pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que sai depois do fechamento do mercado do metal. O cobre para três meses subia 0,59%, a US$ 6.298 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), por volta das 8h (de Brasília). Às 8h14min, o cobre para setembro avançava 0,16%, a US$ 2,8510 a libra-peso, na Comex. O cobre em Londres atingiu novas máximas em mais de dois anos nesta quarta-feira, apoiado pela revisão em alta na segunda-feira da projeção de crescimento da China feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Na comparação semanal, o cobre avançava 5,5% na LME, no nível mais alto desde maio de 2015. Com isso, o cobre em Londres cruzou a barreira dos US$ 6 mil a tonelada em Londres, o que atraiu compradores, segundo o Commerzbank. O cobre também é apoiado pela notícia de que o governo da China busca reduzir as importações de cobre, um processo que aumenta os níveis de poluição, segundo Xiao Fu, diretor de estratégia de commodities do Bank of China International. De acordo com ele, isso pode retirar 900 mil toneladas de cobre impuro do mercado chinês, o que pode ter "um impacto potencialmente muito forte". O estrategista acrescentou que um resultado possível é que a China passe a importar mais cobre concentrado e refinado. A Investec aponta que a China importou 3,3 milhões de toneladas de cobre impuro e refugo em 2016. Na avaliação de Alastair Munro, corretor da Marex Spectron, o ganho do cobre é fruto também do bom humor em geral nos mercados. Além da decisão do Fed, há expectativa pelos dados do Produto Interno Bruto (PIB), que saem na sexta-feira (28). Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,76%, a US$ 2.823,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,13%, a US$ 1.942 a tonelada, o estanho subia 0,07%, a US$ 20.320 a tonelada, o níquel recuava 0,90%, a US$ 9.935 a tonelada, e o chumbo caía 0,24%, a US$ 2.317 a tonelada.
Jornal do Comércio - 26/07/2017
Ver esta noticia em: english espanhol
Outras noticias
DATAMARK LTDA. © Copyright 1998-2017 ®All rights reserved.Av. Brig. Faria Lima,1993 3º andar 01452-001 São Paulo/SP