quinta-feira, 06 de julho, 2017

Importações de fertilizantes do Oriente Médio aumentam

As exportações brasileiras ao Oriente Médio cresceram 25,4% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2016, pela média por dia útil, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (03). As receitas com os embarques à região chegaram a US$ 5,633 bilhões. Com isso, o Oriente Médio ampliou sua participação como destino das exportações brasileiras. Ao fim do primeiro semestre de 2016, a região respondia por 5% das vendas externas de produtos brasileiros, fatia que subiu para 5,2% no período de janeiro a julho deste ano. Segundo o MDIC, os produtos com crescimento mais destacado para a região no semestre foram açúcar, minério de ferro, carne bovina, munições de caça/esporte, chassis com motor, soja em grão, carne de frango, automóveis de passageiros, café em grão, pedras preciosas/semipreciosas e tubos de ferro fundido. Na outra mão, as importações da região cresceram 6,7% no semestre, com destaque para petróleo bruto, ureia, cloreto de potássio, adubos e fertilizantes, polímeros plásticos, inseticidas, semimanufaturados de ferro/aço, partes e peças de aeronaves, ligas de alumínio, álcoois acíclicos e falsos tecidos. As compras externas do Oriente Médio somaram US$ 2,016 bilhões, o que torna a balança comercial para a região superavitária para o Brasil em US$ 3,617 bilhões no primeiro semestre. Superávit recorde No total, o Brasil exportou US$ 107,7 bilhões nos primeiros seis meses de 2017, um crescimento de 19,3% sobre igual período do ano passado, pela média diária. As importações totais brasileiras alcançaram US$ 71,495 bilhões de janeiro a junho, um aumento de 7,3% na mesma comparação. A balança comercial fechou o semestre com superávit de US$ 36,219 bilhões, o maior resultado da história, superando em 53,1% o saldo positivo do primeiro semestre de 2016. A pasta ampliou a projeção de superávit da balança para o ano de US$ 55 bilhões para US$ 60 bilhões, número que, se confirmado, será recorde. No ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 47,7 bilhões. Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, Herlon Brandão, a estimativa para o comportamento da balança comercial no segundo semestre permitiu a melhoria da previsão. “Com o desempenho da exportação e da importação, temos vários produtos de destaque. A tendência deve continuar forte para o segundo semestre”, disse Brandão. Entre os principais produtos que estão puxando o crescimento das exportações, segundo o diretor, estão a soja, ferro, petróleo, açúcar e veículos. No primeiro semestre, cresceram os embarques de todas as categorias de produtos: básicos (27,2%), semimanufaturados (17,5%) e manufaturados (10,1%). Nas importações os aumentos foram de combustíveis e lubrificante (30,1%), bens intermediários (13%) e bens de consumo (5,3%). As compras de bens de capital, por sua vez, recuaram 27,6%. Isoladamente em junho, o saldo da balança ficou superavitário em US$ 7,195 bilhões, 81,3% acima do resultado do mesmo mês do ano passado. As exportações somaram US$ 19,788 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 12,593 bilhões – crescimentos de 23,9% e de 3,3% sobre junho de 2016, respectivamente, pela média diária.
GlobalFert - 03/07/2017
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