segunda-feira, 17 de julho, 2017

Usiminas avalia aumento de chapas grossas

São Paulo - A Usiminas estuda aumento de preços em chapas grossas para a distribuição, após divulgar na semana passada reajuste em laminados a quente. Segundo apurou o DCI, o movimento seria para compensar a falta de produtividade do laminador de Cubatão (SP). "Além do mercado em baixa, o laminador de Cubatão opera de maneira instável, com paradas rotineiras que derrubam a produtividade", disse uma fonte. Conforme apurou o DCI, a siderúrgica estuda elevar os preços das chapas grossas, que são usadas basicamente em infraestrutura e óleo e gás. "Assim como em laminados a quente, o reajuste de chapas grossas precisa 'pegar', ou seja, os concorrentes têm que acompanhar o aumento", pondera uma fonte. Conjuntura Uma fonte na Usiminas observa que, diante da forte queda em chapas grossas no Brasil, será difícil avançar com o plano de reajuste se os concorrentes não acompanharem o movimento. "O aumento em laminados a quente já veio como um susto para nós." Em nota, a Usiminas declarou que não há informações adicionais ao divulgado na semana passada quanto a aumento de preços. O reajuste anunciado pela companhia na distribuição foi de 10,7%. Conforme apurou o DCI, o complexo santista enfrentaria ainda dificuldades para receber as placas para laminação que, em sua maioria, são compradas da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). "Em Cubatão, falta placa constantemente. E como a planta não tem competitividade, trabalha sem plano definido. Tudo é motivo para economia", explica uma fonte ligada à empresa. "E a falta de continuidade das operações é feita de maneira deliberada." Em nota, a Usiminas esclarece que "a informação sobre problemas no recebimento de placas da CSA não é verdadeira." A siderúrgica acrescenta "que desde a paralisação das áreas primárias, a unidade de Cubatão tem operado em um novo modelo de negócios e está funcionando normalmente e em equilíbrio." A empresa destaca ainda que "o programa de operação dos equipamentos é estabelecido pela demanda do mercado, considerando a otimização dos recursos que impactam na competitividade dos produtos." O dirigente do sindicato dos metalúrgicos da Baixada Santista, Claudinei Rodrigues, confirma as paradas no laminador a quente. "Na decapagem a produção está em franco crescimento, mas na laminação a quente há paradas de vez em quando." Fontes ligadas à companhia afirmam que o laminador a quente em Cubatão é relativamente novo, mas o grande problema é a falta de ritmo de produção. "Quando o mercado retornar, a tendência é equalizar os processos e reduzir custos. Mas isso deve levar um tempo", diz uma fonte.
DCI - 17/07/17
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