terça-feira, 29 de agosto, 2017

Dólar fecha em alta, a R$ 3,16, à espera do Congresso

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (28), subindo para a casa de R$ 3,16, antes de uma agenda intensa nesta semana, sobretudo no âmbito político, com a votação dos destaques da medida que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) na Câmara dos Deputados e do projeto que muda as metas fiscais do governo. A moeda norte-americana avançou 0,25%, vendida a R$ 3,1623, após ter encerrado na última sexta-feira a R$ 3,1544. Na mínima, marcou R$ 3,1487 e, na máxima, R$ 3,1633, segundo a Reuters. "O dólar deve...operar mais fraco, podendo mudar seu viés de curto prazo caso haja algum revés nas votações do Legislativo", destacou a Correparti Corretora em relatório, lembrando que agenda ganha força nos próximos dias. Cenário local Nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer convocou reunião ministerial para acertar a agenda do governo e as votações prioritárias no Congresso durante a semana, já que estará em visita à China. O objetivo é avançar com as reformas e manter o otimismo dos investidores, que se animaram na semana passada depois que a nova taxa de juros usada pelo BNDES, a TLP, avançou no Congresso - nesta semana ainda devem ser votados os destaques à matéria, que precisa ser apreciada pelo Senado até 7 de setembro, quando a medida provisória perde a validade. A aprovação em comissão e no plenário da Câmara manteve a expectativa dos investidores de que é possível aprovar alguma reforma da Previdência. "A reforma da Previdência está atrasada e pode ser diluída, mas não está morta... Não obstante, o governo precisa se mover rápido para aprovar antes do final do ano", comentou o banco BNP Paribas em relatório, ao advertir que cortar os gastos com a Previdência é necessário para endereçar o problema fiscal. Entre as preocupações do governo está também a votação das novas metas de déficit primário para 2017 e 2018 e o pacote de medidas sobre o funcionalismo apresentado para tentar diminuir o déficit. A agenda econômica reserva para esta semana os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do Brasil e o relatório de emprego nos Estados Unidos, ambos na sexta-feira, além do PIB norte-americano, na quarta-feira. Em meio à agenda esvaziada e o noticiário tranquilo, o dólar teve volume mais fraco nesta sessão, comentaram profissionais das mesas, segundo a Reuters.
Reuters - 28/08/2017
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