terça-feira, 22 de agosto, 2017

Dólar fecha em alta, a R$ 3,16, com temores sobre cena política e fiscal

O dólar encerrou a segunda-feira (21) em alta ante o real, na casa de R$ 3,16, com a cautela ainda prevalecendo entre os investidores em relação a capacidade do governo de conseguir dar andamento às reformas e medidas fiscais no Congresso Nacional. A moeda norte-americana avançou 0,71%, vendida a R$ 3,1683, depois de recuar mais de 1% no pregão anterior. Veja a cotação hoje Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 3,1370 e, na máxima, R$ 3,1731, segundo a Reuters. Incertezas locais "A questão envolvendo a Cemig traz o temor de que o governo não consiga fazer o leilão e vem dentro do contexto de cautela do mercado com o cenário fiscal", afirmou o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira. A Justiça Federal suspendeu, em decisão liminar (provisória), o leilão de quatro usinas hidrelétricas da Cemig em Minas Gerais cujos contratos expiraram. A ideia do governo federal é arrecadar R$ 11 bilhões e ajudar a melhorar as contas públicas do país. O governo enfrenta grande dificuldade no Congresso diante de uma base instável, e deve se mobilizar para atender às demandas de aliados de forma a angariar apoio suficiente para aprovar ao menos os projetos que não exigem maioria qualificada, caso dos que integram o pacote envolvendo as mudanças das metas fiscais para 2017 e 2018, destaca a Reuters. A mudança da meta foi acompanhada de medidas, como a elevação da contribuição previdenciária de servidores, que também precisam de aprovação do Congresso. Além disso, o governo também quer garantir no Legislativo a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e o Refis, renegociação de dívidas tributárias. Isso sem contar a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem. Para impedir que a denúncia por crime de corrupção passiva avançasse no Congresso, o presidente Michel Temer gastou bastante de seu capital político e agora tem que aprofundar as negociações para a aprovação de reformas. Fluxo camibal segue positivo "O mercado está trabalhando do jeito que dá, com cenário externo e interno", afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, acrescentando que ainda havia alguma entrada de capital externo sobretudo para o mercado de juros. Entre os dias 7 e 11 passados, segundo dados mais recentes do Banco Central, o fluxo cambial foi positivo em R$ 2,168 bilhões no Brasil.
G1 - 21/08/2017
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