quarta-feira, 16 de agosto, 2017

Dólar fecha em queda, a R$ 3,17, à espera de nova meta fiscal

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (15), na cada de R$ 3,17, com um movimento de correção após ter ido a R$ 3,20 na véspera e depois de o governo ter fixado para esta terça-feira o anúncio da nova meta fiscal e descartado as piores projeções. A moeda norte-americana recuou 0,91%, vendida a R$ 3,1728, após ter encerrado na véspera a 3,202. Veja a cotação hoje "Mercado quer ver quem vai se sobressair na questão da meta, a ala política ou a econômica... se for R$ 159 bilhões mesmo, será a econômica", comentou à Reuters o analista-chefe da corretora Rico, Roberto Indech. Após encontro nesta manhã com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, e com líderes partidários para apresentar a situação fiscal, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou a necessidade de um déficit de R$ 170 bilhões. "A arrecadação será menor em cerca de R$ 20 bilhões só com inflação menor", citou o ministro para justificar a revisão da meta fiscal. Ele também descartou aumento de impostos ao afirmar que "a sociedade brasileira já concluiu que paga impostos na medida suficiente". O Ministério da Fazenda disse inicialmente que o anúncio seria na quarta-feira pela manhã, mas, no fim da tarde, adiantou para esta terça-feira, levando o dólar a renovar a mínima da sessão. Além do anúncio da meta, com perspectiva de que o número não seja a pior versão veiculada nos últimos dias, o dólar acabou passando por uma correção, influenciada pelo nível atingido na véspera. "Temos recomendado venda de moeda nessa região ao redor de R$ 3,20", comentou à Reuters o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ao acrescentar que a valorização da moeda no exterior impediu uma correção maior por aqui. No exterior, o dólar subiu ante uma cesta de moedas após dados mais robustos sobre a economia norte-americana e também ante divisas de emergentes, como o peso mexicano e a lira turca. O alívio das tensões em torno da Coreia do Norte que levaram os capitais a buscar segurança no Japão e na Suíça na semana passada, também favorecia a valorização do dólar no exterior.
G1 - 15/08/2017
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