sexta-feira, 04 de agosto, 2017

Juros e inflação em queda podem puxar demanda da Duratex no 2º semestre

São Paulo - A fabricante de painéis de madeira, louças e metais sanitários Duratex espera uma recuperação da demanda agregada no segundo semestre. Para a empresa, a queda dos juros e dos índices de inflação deve estimular o consumo, como no segmento de móveis. "Possivelmente vamos ver o aumento do crédito disponível no mercado, melhorando as operações da indústria moveleira. Aliado a isso, a inflação mais baixa deve alavancar o poder de compra das pessoas", disse ao DCI o gerente de Relações com Investidores da Duratex, Guilherme Setubal. Segundo ele, existia uma perspectiva de recuperação da demanda já para o segundo trimestre deste ano, mas que foi postergada pelo novo capítulo da crise política, desencadeada pela divulgação da gravação de uma conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista. "Esse episódio retardou a recuperação em curso", comentou. Mesmo diante das melhores perspectivas, o executivo avalia que o período entre julho e dezembro "não vai ser magnífico", mas prevê que irá gerar resultados mais positivos para a Duratex. Madeira Segundo Setubal, o segmento de painéis de madeira deve apresentar uma recuperação mais consistente no segundo semestre, estimulado pela possível recuperação da demanda agregada no segmento de móveis. Entre janeiro e junho, a receita líquida da divisão Madeira da companhia recuou 8,1%, para R$ 1,172 bilhão, enquanto o volume expedido caiu 8,4%, para 1.112.558 de metros cúbicos. A empresa informou que o segundo trimestre foi marcado pelo aumento de preços, em meio a um cenário competitivo mais acirrado, o que refletiu na queda do volume vendido. Setubal comentou que o movimento de julho dá indicações de que o uso da capacidade instalada desta área poderá ser elevado ao longo do segundo semestre, saindo da faixa dos 55% - no primeiro semestre - para 60%. Em termos de preço, o executivo prevê reajuste de cerca de 6%, em agosto apenas para a linha de MDF branco vendido para o varejo. Deca No segmento de negócios Deca, as vendas no primeiro semestre avançaram 9,1%, somando R$ 696,251 milhões. Entre as áreas, os produtos acabados - que incluem itens como chuveiros, torneiras e pias (e geram margens maiores) - puxaram as vendas, com um incremento de 9,5% no total de peças expedidas, que somaram 9,339 milhões. Já entre os produtos básicos, como válvulas e registros, as vendas avançaram 7,1%, atingindo 3,719 milhões de unidades. Na opinião dele, quando as vendas de produtos acabados crescem acima dos básicos, há uma indicação de que as reformas e a finalização de obras estão mais aquecidas. "Não vemos uma melhora na demanda por novos imóveis, já que o ciclo inicial da construção começa pelos itens básicos". Em termos de capacidade instalada, Setubal acredita que a área de louças e metais sanitários possa elevar o nível de 60%, registrado no primeiro semestre, para algo próximo a 65% na segunda metade do ano. Sobre reajustes de preços neste segmento, ele descartou novos repasses este ano, depois da alta de 6% aplicada, entre março e abril, em toda a linha de produtos. De forma consolidada, a Duratex registrou um lucro líquido de R$ 17,253 milhões no primeiro semestre, revertendo prejuízp de R$ 28,833 milhões de igual intervalo do ano passado. A empresa informou que o resultado líquido foi beneficiado positivamente por um crédito de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) de R$ 22,3 milhões e pela liquidação antecipada do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (R$ 3,4 milhões). Os investimentos somaram R$ 196,8 milhões no primeiro semestre. Para o ano, os aportes devem atingir R$ 420 milhões, voltados para a sustentação de operações, prioritariamente formação de florestas e manutenção fabril.
DCI – 03/08/17
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