sexta-feira, 04 de agosto, 2017

Papeleiras ainda veem mercado interno fraco

São Paulo - O mercado de papel deve apresentar um modesto avanço este ano, em linha com a fraca atividade econômica. Para a consultoria Pöyry a alta da produção e do consumo aparente deve ficar entre 1% e 2% na comparação com 2016. "Quando o mercado interno reagir, o setor de papel deverá acompanhar este movimento", projeta o gerente de estudos econômicos da consultoria Pöyry, Manoel Neves. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), a produção de papel recuou 0,7% no primeiro semestre, enquanto as vendas caíram 1,6%. O diretor presidente da Suzano, Walter Schalka, ressalta que o segundo semestre é mais aquecido em termos de demanda, e que a empresa se beneficiará de encomendas do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), um programa do governo que consome boa parte da produção da companhia. "As compras do PNLD foram postergadas para o quarto trimestre, o que deve garantir um volume anual dentro das nossas expectativas", afirmou ele, ontem, em teleconferência com analistas. Em relação ao mercado como um todo, porém, ele destaca que a economia segue "fragilizada" e que não há espaço para um crescimento maior do volume. "Isso impacta nossa capacidade de precificação mais adequada". No início do ano, a Suzano anunciou alta dos preços, mas este repasse está sendo aplicado aos poucos, ao longo do ano. Já o diretor executivo da área de papel da Suzano, Leonardo Grimaldi, acrescenta que o mercado segue muito "parecido" com 2016. O analista-chefe da Planner Corretora, Mário Mariante, ressalta que o cenário político incerto vem contribuindo para a demora na retomada do segmento. "A indústria vem sendo muito penalizada e as embalagens estão na ponta final da cadeia produtiva", afirmou. Celulose Ao contrário do cenário para a produção de papéis, o segmento de celulose abriu o segundo semestre com perspectivas animadoras. "A demanda está muito positiva, com elevação dos preços. O cenário é mais benigno do que imaginávamos", reforça Schalka. No primeiro semestre, a produção de celulose da Suzano cresceu 4,4%, enquanto da área de papel caiu 6,3%. A percepção é a mesma para Fibria e Klabin. "Temos uma visão positiva e otimista [em celulose", reforçou o diretor de finanças e de relações com investidores da Fibria, Guilherme Cavalcanti, ressaltando que os baixos estoques dos clientes e a demanda aquecida da China devem garantir uma alta das vendas no segundo semestre. A Fibria teve alta no primeiro semestre de 15% no volume de celulose na comparação anual. No caso da Klabin, o faturamento com a commodity saltou 261% no primeiro semestre em relação ao mesmo intervalo de 2016, para . Segundo a empresa, o aumento da oferta abaixo do esperado ajudou a influenciar os preços internacionais da fibra curta.
DCI - 04/08/17
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