quinta-feira, 03 de agosto, 2017

Preços do algodão caem 7,3%

São Paulo - O avanço da colheita do algodão no ciclo 2016/17 pressionou os preços da commodity no mês passado. O Indicador Cepea/Esalq caiu 7,3% em julho, para R$ 2,46 por libra peso na segunda-feira (31). De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo Moura, a retração não preocupa os produtores, que já negociaram elevado volume de algodão - tanto na safra 2016/17, que está sendo colhida no momento, quanto para o ciclo seguinte, que será cultivado em janeiro de 2018. "Temos 80% da safra atual vendida antecipadamente e 60% do ciclo 2017/2018 já negociado", justifica o dirigente. "Poucos produtores devem ser prejudicados pelo recuo dos preços", avalia. Ele salienta que a decisão de venda antecipada se deu pelos bons preços registrados na bolsa de Nova Iorque. Em setembro de 2015, o contrato estava em US$ 0,605 por libra-peso. Um ano depois, subiu 8%, para US$ 0,655 por libra peso. "Atualmente, a cotação está perto de US$ 0,70 por libra peso, 6,8% a mais", observa Moura, acrescentando que "quem tem um algodão de qualidade tem conseguido valores ainda maiores que os de Nova Iorque". Moura cita como exemplo os negócios feitos na empresa presidida por ele, a Terra Santa, uma das maiores do setor. Na safra 2015/2016, os preços médios foram de US$ 0,68 por libra peso. Na temporada seguinte, avançaram 8%, para US$ 0,74 por libra peso. Parte da produção do ciclo 2017/18 já foi negociada a US$ 0,78 por libra peso, alta de 5,4%. Segundo ele, esse avanço deve fazer com que a próxima safra tenha um aumento de 17% na área cultivada no País em relação ao ciclo atual, para 1 milhão de hectares. Colheita atrasada A colheita do ciclo 2016/17 chega a 35% da área de 926 mil hectares cultivada no País e está atrasada em relação ao mesmo período do ano passado, quando 45% do total já havia sido colhido. Moura explica que as baixas temperaturas impediu a colheita. Moura destaca que o frio registrado especialmente na Bahia e Mato Grosso, onde as baixas temperaturas não são comuns, não deve prejudicar a colheita desta safra.
DCI -03/08/17
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