sexta-feira, 25 de agosto, 2017

Produção de milho está estimada em 97 milhões de toneladas

A produção de milho estimada para a safra atual, já em fase final de colheita, é de 97 milhões de toneladas, sendo 67 milhões (69% do total) referentes à safrinha. A comercialização segue lenta, em função do preço baixo, que é insuficiente para cobrir os custos de produção na maior parte das regiões. Os principais estados produtores apresentaram produtividades muito superiores às observadas na safra passada, quando houve forte quebra devido a uma estiagem. Com a recuperação nesta safra, há grande oferta do grão no mercado. Mesmo com o aumento nas exportações em relação à safra anterior, é estimado um estoque final recorde, o que explica os preços baixos. Mato Grosso: Os preços favoráveis ao longo do ano passado incentivaram a expansão da área plantada em quase 8%. Porém, o preço desta safra, devido à enorme produção brasileira, não satisfez os produtores, o que fez com que eles se retirassem do mercado e investissem em alternativas de armazenagem do milho colhido esperando melhores cenários para venda. A comercialização da safra no estado está em 73%. O clima favorável em toda a safra (principalmente pelo plantio em janela ideal) fez com que a produtividade ficasse dentro das expectativas iniciais. Com a colheita atingindo 98% da área plantada, a média estadual é estimada em 103,9 sacas/ha. Paraná: Houve aumento na área plantada em 6% em relação ao ano anterior, em função tanto da expectativa de melhores preços, quanto da proibição do plantio de soja safrinha no estado. Houve um pequeno atraso no plantio do milho devido ao atraso na colheita da soja. Atualmente, 85% das áreas foram colhidas e 20% da produção foi comercializada. A média de produtividade no estado é estimada em 94,6 sacas/ha. Mato Grosso do Sul: Mais de 70% das áreas já foram colhidas, sendo a região norte do MS a mais avançada, com cerca de 87% do milho colhido. Da mesma forma que no MT, no MS a área cultivada também sofreu aumento (3,4%), motivada pelos preços praticados na última safra. A produtividade média das áreas colhidas é de 85 sacas/ha. Goiás: Com boas condições de clima na colheita, a mesma é estimada em 91% das áreas cultivadas e com produtividade média de 102 sacas/ha. Diferentemente demais estados do Centro-Oeste, Goiás apresentou uma pequena redução na área plantada, motivado pela quebra no milho safrinha do ano passado. Acompanhamento de Safra – Algodão A colheita dos quase 620 mil hectares de algodão no Mato Grosso está acima de 58%, bem atrasada em relação ao ano passado. O clima foi favorável durante todo o período de desenvolvimento das lavouras e não há notícias de problemas com pragas. A projeção realizada pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) é de crescimento de 12,5% na produção em relação à safra 2015/16, quando o algodão apresentou uma queda de rendimento devido às chuvas irregulares no Sudeste e Médio-Norte. A produtividade estimada é de 108 @/ha na região Oeste e 106,5 @/ha na região Sudeste, responsáveis por 70% da área plantada em Mato Grosso. Na Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, a área plantada apresentou redução de 15% em relação à safra passada, quando foi registrada uma quebra de 40% na produtividade. Provavelmente, a redução da área por parte dos produtores é fruto das dificuldades financeiras causadas pelos problemas climáticos das safras anteriores. Há escassez de recursos de bancos e empresas comerciais, em função do maior grau de risco que a região apresenta. A colheita já está em 89% e a estimativa é de produtividade média entre 110 e 113 @/ha, proporcionada pelo bom volume de chuvas recebido ao longo dos meses de fevereiro e março. Acompanhamento de Safra – Café Arábica A colheita do café está próxima do fim, com 91% das áreas colhidas. A estimativa é de uma produção de 51,1 milhões de sacas. Para esta safra, percebe-se um grão mais miúdo e uma maior escassez de bebida fina, por conta, especialmente da safra menor no Cerrado e no sul de MG, local com baixo volume de chuvas no estádio crítico de desenvolvimento do grão. Houve aumento no preço do café, devido a produtores que se retraíram nas vendas, em função da expectativa menor da safra e menor qualidade (peneira mais baixa). A saca de café arábica segue em tendência de aumento no preço nos últimos 60 dias, porém ainda abaixo dos preços registrados no mesmo período do ano passado e bem distante da disparada vista no final de 2016, quando houve grande preocupação do mercado internacional em relação à disponibilidade do grão para a safra 17/18 devido ao ano de bienalidade baixa no Brasil. Na região do Sul de Minas, principal produtora de café arábica, a rentabilidade segue negativa em 14% para colheita manual, com um custo por hectare de R$12.916,09 e receita de R$11.330,18 para um produtor de nível de tecnologia considerado “médio”. Isso resulta em prejuízo operacional de R$1.586,00 por hectare. Acompanhamento de Safra – Trigo Em agosto de 2016, houve forte queda na cotação do trigo brasileiro devido à retração dos moinhos de compras no mercado interno e busca por trigo importado. O cenário começou a melhorar apenas em maio de 2017, acumulando um aumento de 16,7% até o início de agosto. Ainda assim, o preço está 23% menor em comparação a 12 meses atrás. Apesar da proximidade da colheita do trigo, os preços atingiram os maiores níveis em 2017, em função da ausência de vendedores e da menor área de trigo no Brasil, que sofreu redução de quase 14% em relação a 2016, com 1,83 milhões de hectares de área plantada. No Paraná, a área plantada foi reduzida em 20%, sendo que 47% das lavouras estão em boas condições, 35% em condições médias e 18% em condições ruins, segundo relatório da Secretaria de Agricultura do Paraná. No Rio Grande do Sul, área de 2017 foi reduzida em 7,2% em relação a 2016.
Agrolink - 25/08/2017
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