sexta-feira, 01 de setembro, 2017

Aço: Gerdau prevê alta de 150% na exportação

Direcionada principalmente para o mercado externo, com destaque para Peru, Colômbia e Panamá, a fábrica da Gerdau em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) deve encerrar 2017 com uma produção de 65 mil toneladas de aço, segundo a estimou a empresa. O volume previsto representa uma expansão de 150% sobre as 26 mil toneladas contabilizadas pela unidade cearense em todo o ano de 2016. O mercado internacional, inclusive, tem feito a Gerdau mudar o perfil da indústria em Maracanaú, fazendo com que a planta assuma uma postura industrial capaz de abastecer a construção civil pesada de países da América Latina, com a produção de tarugo (haste curta, cilíndrica ou cônica, que se crava nas laterais das vigas para evitar vibrações) e vergalhões. Mesmo com a larga expansão entre este e o último ano, a unidade ainda atingiu a força total, pois conta com uma capacidade instalada de 198 mil toneladas de aço bruto/ano. Foi por isso que o número de funcionários cearenses - cerca de 200 empregados diretamente - não precisou aumentar, conforme justificou a Gerdau. "As exportações da Gerdau, a partir do Brasil, alcançaram 510 mil toneladas no segundo trimestre deste ano, e 24% superior frente ao primeiro trimestre deste ano", acrescentou a empresa sobre como está crescente o envio da produção ao exterior. Modernização Outro destaque dado é o processo de modernização que chegou em 2015 a unidade de Maracanaú - a primeira siderúrgica do Ceará, que está em funcionamento há 35 anos. Chamada de Usina Digital, o programa busca, por meio da tecnologia, dinamizar e tornar mais eficiente a produção das indústrias. Sem distinguir o retorno individual de cada planta, a Gerdau informou que a iniciativa resultou em um retorno anual de R$ 15 milhões no Brasil, no segmento de Mineração, e também na América do Norte. "A implantação dos smartphones para a classificação de sucata, por exemplo, teve a otimização de três minutos em cada ciclo, o que resultou no aumento da capacidade de classificar a sucata em 93 horas por mês, impactando positivamente a produtividade da equipe", destaca nota da Gerdau. No mundo, a empresa já reciclou 12 milhões de toneladas desse material. Soma-se a essa ação, outras de gerenciamento de filas, inventário automatizado e utilização de drones para monitoramento e inspeção de operações. Cautela e mudança de CEO Sobre o cenário econômico atual, a Gerdau afirmou que, "como em todo o País, assume uma postura de cautela", e acrescentou que "a expectativa para o próximo ano é a mesma que existia em relação à 2017", mas não aconteceu. Há seis dias, a empresa também anunciou a mudança no comando do grupo, uma vez que André Gerdau deve sair do cargo de CEO para o conselho administrativo e o atual diretor de operações brasileiras, Gustavo Werneck, assume o cargo a partir de 1º de janeiro.
Infomet - 31/08/2017
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