segunda-feira, 11 de setembro, 2017

Dólar fecha em R$ 3,09, menor valor em quase 6 meses e queda de 1,67% na semana

O dólar recuou nesta sexta-feira (8) e fechou a R$ 3,0945 na venda, uma queda de 1,67% na semana e de 0,24% no dia. Trata-se do menor valor da moeda americana em relação ao real desde 21 de março. O resultado mostra o otimismo dos investidores após as vitórias recentes do governo no Congresso, que podem ajudar na votação da reforma da Previdência, segundo a Reuters. Na mínima desta sexta-feira, a moeda chegou a R$ 3,0825, menor nível desde 21 de março (R$ 3,06). Os mercados também refletiram o depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci que afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha uma conta de propinas com a Odebrecht. "Condições financeiras ainda frouxas lá fora são ventos a favor, ainda. Por aqui, o noticiário tem fortalecido o governo Temer, e afasta, em alguma medida, o 'risco-eleições'", avaliou a corretora Guide em relatório. O governo conseguiu avançar medidas econômicas importantes nesta semana no Congresso, como a aprovação da mudança das metas fiscais e também a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que contribuirá para o ajuste nas contas públicas ao reduzir os subsídios dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com isso, cresceu o otimismo dos investidores para aprovação da reforma da Previdência. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai pautar sua votação para outubro, após análise da reforma política pelos deputados, segundo a imprensa. Os investidores também ficaram mais animados com as eleições do próximo ano, depois que cresceram as chances de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disputar o pleito em meio à delação do ex-ministro Antonio Palocci. Ele é visto como um candidato menos comprometido com o ajuste das contas públicas pelo mercado financeiro. Em seu depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, Palocci disse que a Odebrecht estabeleceu uma conta de R$ 300 milhões para Lula e o PT para manter uma boa relação com o governo durante o mandato de Dilma Rousseff. Cenário externo Os investidores também acompanhavam a trajetória do dólar no exterior, com queda firme ante uma cesta de moedas, depois de já ter cedido na véspera, levando a um ajuste aqui no Brasil, que não operou por causa do feriado do Dia da Independência. A perspectiva de que um novo aumento de juros nos Estados Unidos possa não acontecer neste ano favorece a manutenção de recursos em praças mais atrativas, como a brasileira. "Há algum suporte nessa região de R$ 3,08. Mesmo com otimismo, mercado vai se questionar se é hora de ir a R$ 3,05. Continuo vendo um intervalo de R$ 3,10 a R$ 3,15", informou à Reuters o operador da H.Commcor, Cleber Alessie Machado. O Banco Central não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio nesta sessão, por ora. Em outubro, vencem US$ 9,975 bilhões em contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda de dólares no mercado futuro. Último pregão O dólar fechou na quarta-feira em sua sexta queda seguida, retomando o nível de R$ 3,10, menor patamar em quase quatro meses, após o governo ter conseguido avançar com sua pauta econômica no Congresso na véspera e em meio à fraqueza da moeda no exterior. O dólar recuou 0,55%, a R$ 3,1021 na venda, menor patamar desde os R$ 3,0955 de 16 de maio. Nos seis pregões de baixa, ficou 1,93% mais barato, segundo a Reuters.
G1 - 08/09/2017
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