segunda-feira, 15 de janeiro, 2018

Dólar tem queda de 0,27% e fecha a R$ 3,2068

Após rondar a estabilidade, o dólar firmou-se no campo negativo na reta final do pregão da última sexta-feira e caiu 0,27%, aos R$ 3,2068 – o menor patamar desde 20 de outubro. A moeda acompanhou o movimento do exterior. A divisa chegou a ficar abaixo dos R$ 3,20, mas acabou fechando nesse patamar apesar da decisão da S&P Global Ratings de rebaixar o rating soberano do Brasil. Na avaliação de profissionais do mercado, além de esse rebaixamento já ser esperado, o corte da nota pode servir de pressão para que o Congresso Nacional aprove a reforma da Previdência ainda neste ano. O giro financeiro foi de US$ 1,283 bilhão. Na mínima, chegou a R$ 3,1998 (-0,49%) e na máxima, R$ 3,2295 (+0,43%). Na semana, acumulou perda de 0,83%. No exterior, o dólar, que já vinha fraco, ampliou as perdas e o petróleo passou a subir mais com a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao acordo nuclear com o Irã. A administração Trump impôs sanções contra autoridades e empresas ligadas a “violações de direitos humanos” no país, e também informou que vai trabalhar com autoridades europeias para modificar termos do acordo. Quanto à decisão da S&P de rebaixar o rating brasileiro, a leitura é de que isso não afeta o interesse dos investidores pelo País. “O mercado está vendo melhora dos dados econômicos, as commodities passam por um bom momento, então vai atrás daquilo que é palpável”, avaliou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora. Mercado acionário O Ibovespa, por sua vez, reagiu com um movimento contido de perdas ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil. Além dos bons ventos externos, que parecem se perpetuar neste mês de janeiro, pesou favoravelmente a força das ações de Petrobras e Vale, que escaparam da má avaliação da S&P. Prova de que o reflexo foi ameno, o índice à vista fechou praticamente estável em queda de 0,02%, mantendo o suporte dos 79 mil pontos, aos 79.349,11 pontos. Encerrou a semana com ganhos de 0,35%. O giro financeiro, de R$ 9,2 bilhões, foi alto para a média de meses de janeiro. Durante o pregão, os papéis de Vale e Petrobras sustentaram alta, impedindo que o índice à vista aprofundasse as perdas. Já as ações dos bancos foram penalizadas uma vez que seus ratings foram reclassificados para baixo. Mas, ao final do pregão, apresentaram sinais mistos, com Banco do Brasil em alta de 0,23%, ItauUnibanco cedendo 0,09%%, Bradesco estável e as 'units' do Santander recuando 0,49%. Para Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, muito embora o mercado sempre repercuta com volatilidade as incertezas que envolvem a situação do País, neste momento, economia e política estão praticamente desconectadas. “Além disso, uma série de circunstâncias no ambiente global, que está bastante favorável, traz otimismo e tem impulsionado a bolsa aqui.” A exemplo das últimas sessões, os juros futuros de curto prazo fecharam em alta e os longos, entre a estabilidade e queda, na última sexta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,925%, ante 6,890% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 passou de 8,04% para 8,06%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 8,89%, de 8,88% e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,69% para 9,64%.
DCI - 15/01/2018
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