quarta-feira, 10 de janeiro, 2018

Preço da saca do açaí chega a R$ 320 em Macapá e consumidor sente a alta na batedeira

Com o período chuvoso no Amapá, o preço do açaí começa a aumentar. O produto está sendo encontrado nos locais de venda em Macapá por valores que variam de R$ 13 a R$ 15 o litro da batida comum. Quem opta pelo vinho mais grosso tem que desembolsar R$ 20 e o especial pode chegar a R$ 30. O motivo é que as batedeiras estão repassando aos clientes o aumento que elas pagam ao atravessador. No Igarapé da Fortaleza, um dos principais pontos de chegada do açaí na capital, o valor da saca varia, e ultimamente está com o preço mínimo de R$ 280, podendo chegar a até R$ 320. Os proprietários de batedeiras dizem que estão trabalhando sem margem de lucro. “Em épocas normais o valor da saca é $ 80, no máximo R$ 100. Agora, estamos comprando por, no mínimo, R$ 280. Ela rende no máximo 20 litros, o que dá R$ 300. Ou seja, não temos lucro algum, porque ainda pagamos o transporte e combustível. A gente só vende para não fechar o estabelecimento mesmo”, diz o batedor Joaquim Davi Vieira. Segundo o presidente da Associação dos Batedores de Açaí (Asbam), Antonio Alves dos Santos, o período chuvoso ajuda na elevação do preço do produto final, mas não pode ser considerado fator principal. Para ele, os órgãos fiscalizadores devem agir com mais intensidade neste época, para coibir abusos. “O extrativista, que é a pessoa que tira o fruto da floresta, recebe na saca cerca de R$ 130. O barqueiro traz o produto para Macapá e vende nos portos por R$ 250, com um aumento já bastante significativo, e o atravessador aplica mais um percentual em cima, elevando para R$ 280 a R$ 320. Isso é uma negociação que tem que ser fiscalizada, porque prejudica as batedeiras e o consumidor final”, diz. Pedro Rodrigues trabalha numa batedeira na Zona Norte da cidade. Lá, o preço do litro sai ao custo de R$ 13, dois reais a menos que na maioria dos postos de venda. Mesmo assim, ele também reclama do preço e da queda das vendas. “Com a entressafra, que começa nesse final de dezembro e segue até fevereiro, as vendas estão prejudicadas, mas estamos apostando na venda em quantidade e no valor mais em conta. Mas a tendência é que aumente mais, por causa das chuvas e de parte do açaí que vai para o Pará. A gente busca o produto hoje, na escassez, em vários pontos: Igarapé da Fortaleza, portos de Santana, rampa do Santa Inês, onde tiver. Quem trabalha com esse produto dificilmente tem fornecedor fixo”.
G1 - 27/12/2017
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