quinta-feira, 18 de outubro, 2018

Aproximação do verão eleva previsão para vendas de materiais esportivos

Com uma possível elevação gradual das temperaturas nos próximos meses e a chegada de datas comemorativas, o setor de artigos esportivos se prepara para a demanda de consumidores interessados em praticar mais atividades físicas ao ar livre. Um dos exemplos de players desse setor que vislumbra um ritmo mais intenso nas operações de venda é a rede Decathlon. “A partir do meio do ano a tendência é de aceleração, com crescimento no volume de vendas de bicicletas em até 20%”, afirmou o gerente da marca B’Twin da Decathlon, Marcello Toshio. Segundo o executivo, o quarto trimestre tem uma vantagem ao unir as condições climáticas da primavera e do verão com o Dia das Crianças e o Natal. Para ele, a maior movimentação comercial também deve ocorrer nos acessórios que fazem parte da prática de ciclismo. “Nessa época, por exemplo, os praticantes de moutain bike buscam itens complementares, como por exemplo garrafas de hidratação, modelos de cadeados, bagajeiros, capacetes e bombas de encher pneus”, afirmou o executivo. Nesse sentido, Toshio lembra que a rede de artigos esportivos está num processo de readequação no formato das lojas, tradicionalmente com mais de 2.500 m². “Em novembro, vamos abrir uma unidade mais enxuta com 1.300 m² na cidade de Mogi das Cruzes. Esse é um projeto piloto que tem como objetivo estar em regiões com, no máximo, 140 mil habitantes”, declarou ele. Questionado sobre como a mudança de formato pode afetar o portfólio disponível no novo modelo, Toshio afirmou que a Decathlon – antes de iniciar as operações – realizou um trabalho de análise de dados em órgãos públicos e no tráfego da plataforma online sobre as principais práticas esportivas da região. “Esse projeto mais enxuto vai permitir atuarmos de forma mais assertiva”, argumentou ele. “Não conseguimos ter todos os modelos de bike dentro desses negócios mais enxutos. Por isso, ter noção do perfil do público local é importante”, complementou. Além disso, o executivo lembra outra estratégia adotada pela rede varejista recentemente: investimento no site do negócio e no conceito de omnicanalidade, até em função da mudança na logística das lojas menores. “Temos trabalhado nossa plataforma online como um portal de convite para os clientes conhecerem o produto na loja física”, disse Toshio, mencionando o fato de que, convencionalmente, os consumidores testam os produtos nas lojas da Decathlon. Atualmente, a rede tem cerca de 25 lojas no Brasil; só o Estado de São Paulo concentra 14 unidades. De acordo com os levantamentos da empresa de pesquisa de mercado NPD Group Brasil, a venda de calçados e roupas esportivas movimentou – no primeiro semestre de 2018 – R$ 13,1 bilhões. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o incremento foi de 5%. Foco nos apetrechos Para o CEO da consultoria de varejo Goakira, José Carlos Fugice, a elevação das temperaturas faz com que “as pessoas comecem a tirar certas peças do guarda roupas e sintam a necessidade de renovar um equipamento, comprar um tênis de corrida. Por outro lado, quando o clima está frio, de chuva, acontece o movimento é o mesmo.” Em sintonia com a o posicionamento da Decathlon, Fugice diz que a estratégia de composição de acessórios “é fundamental para o varejista compor o seu tíquete médio e a margem de contribuição”. Segundo ele, essa margem de contribuição vai ajudar a pagar os custos fixos do negócio. “Existem vários itens que são criados para poder atender as necessidades dos clientes ou até mesmo criar um sentimento de impulso na compra”, afirmou Fugice. Seguindo a linha de raciocínio de Fugice, o sócio-fundador da consultoria ba}Stockler, Luis Henrique Stockler pontua que a venda de acessórios acaba compensando o tíquete médio menor dos itens voltados para o verão, comparados aos de inverno. “A venda desses equipamentos extras em grande volume acaba preservando a margem do lojista e gerando maior lucratividade para o negócio”, afirmou
DCI
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